Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Contenda - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Contenda, Paraná.

  • aquífero carstico
  • pré-cambriano indiviso
  • 35poços cadastrados
  • 98,3 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 3,4 mnível estático médio

Como são os poços em Contenda - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Contenda - PR. A profundidade média é de 98,3 m e a mediana, 80 m, medida em 17 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,4 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 1.850 dos 6.796 domicílios do município — 27,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
98,3 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
3,4 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
41,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
19.128 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.850 (27,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Contenda, com profundidade média de 98,3 m (mediana de 80 m, variando de 43 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 31% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Contenda é 41,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Contenda

Poços cadastrados em Contenda - PR
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média98,3 m 17 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade43 m a 210 m
Nível estático médio3,4 m 14 poços com o dado
Nível dinâmico médio44,1 m 17 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 56% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 31% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 5 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Contenda 43 m mínimo 80 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 51,7 m e 112 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Contenda por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 24% 50-100 m 8 · 47% 100-150 m 2 · 12% 150-200 m 1 · 6% acima de 200 m 2 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Contenda 4 1980 5 1990 4 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Contenda. Valores em poços. Abastecimento industrial 2 · 40% Abastecimento urbano 2 · 40% Abastecimento múltiplo 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 15 poços
  • Fissural — 9 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 8 poços
  • Grupo Itararé — 7 poços
  • Complexo Atuba — 7 poços
  • Formação Rio Bonito — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Contenda

Contenda tem 19.128 habitantes distribuídos em 299,0 km², o que dá 64,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 1.850 dos 6.796 domicílios de Contenda — 27,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.160 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.287 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Contenda

Com base em 712 poços cadastrados num raio de 30 km de Contenda - PR, 80% deles foram concluídos entre 51 m e 280 m, com profundidade mediana de 132 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 12,2 m³/h), sobre 239 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (55% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Contenda se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 712 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

132 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
25,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 239 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Contenda: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta712 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 82peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 13peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Contenda costumam descer

  • até 50 m 10%46
  • 50 a 100 m 28%127
  • 100 a 150 m 26%120
  • acima de 150 m 36%168

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 7,0 m³/h 135 m 23212 com teste
Grupo Itararé 12,0 m³/h 142 m 5611 com teste
Complexo Atuba 11,5 m³/h 80 m 3530 com teste
Corpo Cristalino 5,2 m³/h 127 m 3428 com teste
Formação Serra Geral 125,5 m³/h 150 m 2010 com teste
Formação Guabirotuba 0,4 m³/h 73 m 111 com teste
Formação Furnas 3,5 m³/h 124 m 102 com teste
Formação Capiru 4,9 m³/h 36 m 75 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m38 poços Pré-Cambriano Indiviso 15 · Corpo Cristalino 8 · Complexo Atuba 6
  • 50 a 100 m87 poços Pré-Cambriano Indiviso 44 · Complexo Atuba 18 · Grupo Itararé 8
  • 100 a 150 m61 poços Pré-Cambriano Indiviso 36 · Grupo Itararé 7 · Corpo Cristalino 5
  • acima de 150 m101 poços Pré-Cambriano Indiviso 58 · Corpo Cristalino 15 · Grupo Itararé 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Contenda?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Contenda.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.