O que cada rocha significa
Grupo Caiuá 264 poços
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Arenitos eólicos do noroeste do Paraná e do Mato Grosso do Sul, sobrepostos aos basaltos da Serra Geral.
Na perfuração: Material friável, de avanço rápido, que exige revestimento e filtro no trecho produtor.
Para a água: Aquífero poroso livre com boa produtividade e comportamento regular ao longo do ano.
Formação Serra Geral 17 poços
Rocha vulcânica · aquífero fissural
Derrames de basalto que cobriram grande parte do sul e sudeste do Brasil há cerca de 130 milhões de anos. É a unidade mais registrada no cadastro nacional de poços.
Na perfuração: Rocha dura e abrasiva, que exige martelo de fundo de furo e desgasta broca. O avanço é lento, mas a parede do furo é estável e costuma dispensar revestimento em profundidade.
Para a água: A água ocupa fraturas e as zonas de contato entre um derrame e outro — as chamadas juntas de resfriamento. Vazões muito variáveis: dois poços próximos podem ter resultados bem diferentes conforme peguem ou não uma fratura produtora.
Grupo Itararé 3 poços
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Sedimentos de origem glacial da Bacia do Paraná: arenitos, diamictitos e folhelhos muito heterogêneos.
Na perfuração: A heterogeneidade é o desafio — o perfil muda bastante em poucos metros, e o projeto do poço precisa acompanhar.
Para a água: Comportamento irregular. Vazões variam muito conforme o poço atinja ou não os corpos arenosos.
Formação Botucatu 1 poço
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Arenito de origem eólica, formado por um antigo deserto. É a principal unidade do Sistema Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce do mundo.
Na perfuração: Arenito bem selecionado e de granulometria uniforme. Onde está confinado sob os basaltos da Serra Geral, exige atravessar dezenas ou centenas de metros de rocha dura antes de alcançá-lo.
Para a água: Aquífero de alta produtividade e excelente qualidade. Onde é confinado, a água pode subir sozinha no tubo e, em alguns pontos, chega aquecida.