Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campina Grande do Sul - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campina Grande do Sul, Paraná.

  • aquífero carstico
  • pré-cambriano indiviso
  • 72poços cadastrados
  • 129,2 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 15,6 mnível estático médio

Como são os poços em Campina Grande do Sul - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 72 poços em Campina Grande do Sul - PR. A profundidade média é de 129,2 m e a mediana, 120 m, medida em 55 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,6 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 991 dos 16.927 domicílios do município — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
72
Profundidade média
129,2 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
15,6 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
10,7 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
47.825 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
991 (5,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 72 poços em Campina Grande do Sul, com profundidade média de 129,2 m (mediana de 120 m, variando de 40 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campina Grande do Sul é 10,7 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Campina Grande do Sul

Poços cadastrados em Campina Grande do Sul - PR
Poços no cadastro nacional72 poços
Profundidade média129,2 m 55 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade40 m a 300 m
Nível estático médio15,6 m 41 poços com o dado
Nível dinâmico médio59,8 m 41 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 24 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 55% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 17 poços
Poços com teste de vazão72 de 72
Distribuição das profundidades em Campina Grande do Sul 40 m mínimo 120 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campina Grande do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 11% 50-100 m 17 · 31% 100-150 m 19 · 35% 150-200 m 5 · 9% acima de 200 m 8 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campina Grande do Sul 1 1970 5 1980 17 1990 17 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campina Grande do Sul. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 9 · 50% Abastecimento urbano 6 · 33% Abastecimento industrial 1 · 6% Outros (lazer,etc.) 1 · 6% Abastecimento doméstico 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 24 poços
  • Fissural — 18 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 27 poços
  • Complexo Atuba — 6 poços
  • Corpo Cristalino — 5 poços
  • Formação Guabirotuba — 3 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço
  • Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Campina Grande do Sul

Campina Grande do Sul tem 47.825 habitantes distribuídos em 539,2 km², o que dá 88,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 991 dos 16.927 domicílios de Campina Grande do Sul — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 556 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.839 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Campina Grande do Sul, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campina Grande do Sul

Com base em 902 poços cadastrados num raio de 30 km de Campina Grande do Sul - PR, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 210 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 24,4 m³/h), sobre 242 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (67% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campina Grande do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 902 poços no raio, contra 72 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
31,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 242 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campina Grande do Sul: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta902 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 88peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 32peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 5peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campina Grande do Sul costumam descer

  • até 50 m 17%101
  • 50 a 100 m 34%202
  • 100 a 150 m 28%166
  • acima de 150 m 22%132

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 5,0 m³/h 113 m 33410 com teste
Formação Capiru 34,4 m³/h 49 m 13548 com teste
Grupo Itararé 2,1 m³/h 102 m 651 com teste
Formação Guabirotuba 11,0 m³/h 57 m 3411 com teste
Formação Serra Geral 156,8 m³/h 110 m 2111 com teste
Complexo Atuba 12,5 m³/h 100 m 1614 com teste
Corpo Cristalino 3,8 m³/h 121 m 116 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m90 poços Formação Capiru 63 · Pré-Cambriano Indiviso 14 · Complexo Atuba 5
  • 50 a 100 m157 poços Pré-Cambriano Indiviso 83 · Formação Capiru 36 · Formação Guabirotuba 18
  • 100 a 150 m117 poços Pré-Cambriano Indiviso 79 · Formação Capiru 16 · Formação Guabirotuba 6
  • acima de 150 m74 poços Pré-Cambriano Indiviso 55 · Formação Capiru 6 · Formação Serra Geral 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campina Grande do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campina Grande do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.