Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arapoti - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arapoti, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação furnas
  • 80poços cadastrados
  • 176,3 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 33,4 mnível estático médio

Como são os poços em Arapoti - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 80 poços em Arapoti - PR. A profundidade média é de 176,3 m e a mediana, 150 m, medida em 60 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 33,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Furnas. No Censo 2022, 616 dos 9.190 domicílios do município — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
80
Profundidade média
176,3 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
33,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Furnas
Ante a média do estado
36,4 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
25.777 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
616 (6,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 80 poços em Arapoti, com profundidade média de 176,3 m (mediana de 150 m, variando de 43 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Furnas, presente em 62% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arapoti é 36,4 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Arapoti

Poços cadastrados em Arapoti - PR
Poços no cadastro nacional80 poços
Profundidade média176,3 m 60 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade43 m a 300 m
Nível estático médio33,4 m 45 poços com o dado
Nível dinâmico médio80,4 m 42 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 38 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 89% dos registros
Rocha predominanteFormação Furnas 62% dos registros
Uso mais comumIrrigação 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 23 poços
Poços com teste de vazão80 de 80
Distribuição das profundidades em Arapoti 43 m mínimo 150 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 134 m e 246 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arapoti por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 3% 50-100 m 9 · 15% 100-150 m 21 · 35% 150-200 m 11 · 18% acima de 200 m 17 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arapoti 8 1980 9 1990 23 2000 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arapoti. Valores em poços. Irrigação 12 · 46% Abastecimento urbano 5 · 19% Abastecimento industrial 4 · 15% Pecuária 3 · 12% Outros (lazer,etc.) 2 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 42 poços
  • Carstico — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Furnas — 29 poços
  • Grupo Itararé — 14 poços
  • Formação Ponta Grossa — 3 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de Arapoti

Arapoti tem 25.777 habitantes distribuídos em 1.358,2 km², o que dá 19,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ponta Grossa.

No Censo 2022, 616 dos 9.190 domicílios de Arapoti — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 544 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.088 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Arapoti, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arapoti

Com base em 126 poços cadastrados num raio de 30 km de Arapoti - PR, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 300 m, com profundidade mediana de 178 m. A vazão mediana calculada é de 7,5 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 17,2 m³/h), sobre 57 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 27 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arapoti se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 126 poços no raio, contra 80 poços dentro do município.

178 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
27 mnível estático mediano
4,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 57 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arapoti: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta126 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 32peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 24peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arapoti costumam descer

  • até 50 m 2%2
  • 50 a 100 m 12%11
  • 100 a 150 m 29%26
  • acima de 150 m 57%51

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Furnas 19,0 m³/h 152 m 3512 com teste
Grupo Itararé 9,4 m³/h 150 m 208 com teste
Formação Ponta Grossa sem teste 140 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m8 poços Grupo Itararé 7 · Formação Furnas 1
  • 100 a 150 m16 poços Formação Furnas 8 · Grupo Itararé 4 · Formação Ponta Grossa 3
  • acima de 150 m18 poços Formação Furnas 10 · Grupo Itararé 6 · Formação Serra Geral 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arapoti?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arapoti.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.