Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Várzea Grande - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Várzea Grande, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação cabeças
  • 68poços cadastrados
  • 102,5 mprofundidade média
  • 94 mprofundidade mediana
  • 22,6 mnível estático médio

Como são os poços em Várzea Grande - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 68 poços em Várzea Grande - PI. A profundidade média é de 102,5 m e a mediana, 94 m, medida em 67 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 256 dos 1.635 domicílios do município — 15,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
68
Profundidade média
102,5 m
Profundidade mediana
94 m
Nível estático médio
22,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cabeças
Ante a média do estado
3,9 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
4.417 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
256 (15,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 68 poços em Várzea Grande, com profundidade média de 102,5 m (mediana de 94 m, variando de 30 m a 315 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Várzea Grande é 3,9 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Várzea Grande

Poços cadastrados em Várzea Grande - PI
Poços no cadastro nacional68 poços
Profundidade média102,5 m 67 poços com o dado
Profundidade mediana94 m
Faixa de profundidade30 m a 315 m
Nível estático médio22,6 m 50 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,2 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cabeças 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 29 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 25 poços
Poços com teste de vazão68 de 68
Distribuição das profundidades em Várzea Grande 30 m mínimo 94 m mediana 315 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Várzea Grande por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 1% 50-100 m 50 · 75% 100-150 m 10 · 15% 150-200 m 3 · 4% acima de 200 m 3 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Várzea Grande 4 1970 7 1980 25 1990 20 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Várzea Grande. Valores em poços. Abastecimento doméstico 29 · 48% Abastecimento doméstico/animal 19 · 31% Doméstico/irrigação/animal 7 · 11% Abastecimento urbano 3 · 5% Irrigação 3 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cabeças — 1 poço

O território e o subsolo de Várzea Grande

Várzea Grande tem 4.417 habitantes distribuídos em 236,5 km², o que dá 18,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Amarante - Água Branca - Regeneração, na região intermediária de Teresina.

No Censo 2022, 256 dos 1.635 domicílios de Várzea Grande — 15,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 252 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 249 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Várzea Grande

Com base em 505 poços cadastrados num raio de 30 km de Várzea Grande - PI, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 180 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 97 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Várzea Grande se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 505 poços no raio, contra 68 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
17,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 97 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Várzea Grande: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta505 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 39peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Várzea Grande costumam descer

  • até 50 m 7%31
  • 50 a 100 m 52%222
  • 100 a 150 m 25%107
  • acima de 150 m 15%66

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Longa sem teste 150 m 27
Formação Cabeças 8,5 m³/h 105 m 124 com teste
Formação Poti 8,0 m³/h 96 m 104 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Formação Poti 3 · Formação Cabeças 2 · Formação Longa 1
  • 50 a 100 m13 poços Formação Cabeças 4 · Formação Longa 4 · Formação Poti 3
  • 100 a 150 m19 poços Formação Longa 12 · Formação Cabeças 5 · Formação Poti 2
  • acima de 150 m14 poços Formação Longa 10 · Formação Poti 2 · Formação Cabeças 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Várzea Grande?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Várzea Grande.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.