Piauí · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Paquetá - PI: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paquetá, Piauí.
- aquífero poroso
- formação cabeças
- 103poços cadastrados
- 145,8 mprofundidade média
- 140 mprofundidade mediana
- 45,6 mnível estático médio
Como são os poços em Paquetá - PI?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 103 poços em Paquetá - PI. A profundidade média é de 145,8 m e a mediana, 140 m, medida em 87 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 566 dos 1.292 domicílios do município — 43,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 103
- Profundidade média
- 145,8 m
- Profundidade mediana
- 140 m
- Nível estático médio
- 45,6 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Formação Cabeças
- Ante a média do estado
- 39,4 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
- População (Censo 2022)
- 3.813 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 566 (43,8%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 103 poços em Paquetá, com profundidade média de 145,8 m (mediana de 140 m, variando de 51 m a 709 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 40% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Paquetá é 39,4 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).
Números do cadastro em Paquetá
| Poços no cadastro nacional | 103 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 145,8 m 87 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 140 m |
| Faixa de profundidade | 51 m a 709 m |
| Nível estático médio | 45,6 m 45 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 112 m 10 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,5 m³/h por metro 9 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 100% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Cabeças 40% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 35 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 28 poços |
| Poços com teste de vazão | 103 de 103 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 2 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Cabeças — 2 poços
- Diabásio Periquito — 1 poço
- Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 1 poço
- Grupo Serra Grande — 1 poço
O território e o subsolo de Paquetá
Paquetá tem 3.813 habitantes distribuídos em 432,6 km², o que dá 8,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Picos.
No Censo 2022, 566 dos 1.292 domicílios de Paquetá — 43,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 565 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 53 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Paquetá
Com base em 721 poços cadastrados num raio de 30 km de Paquetá - PI, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 210 m, com profundidade mediana de 135 m. A vazão mediana calculada é de 6,3 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 168 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paquetá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 721 poços no raio, contra 103 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 168 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Paquetá: 52/100
Confiança: amostra alta721 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 41peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 82peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 89peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Paquetá costumam descer
- até 50 m 8%48
- 50 a 100 m 25%146
- 100 a 150 m 29%171
- acima de 150 m 37%217
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Cabeças | 7,1 m³/h | 100 m | 17868 com teste |
| Formação Pimenteiras, Grupo Canindé | 7,7 m³/h | 151 m | 2218 com teste |
| Grupo Serra Grande | 10,0 m³/h | 155 m | 105 com teste |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | 8,0 m³/h | 183 m | 43 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m36 poços Formação Cabeças 36
- 50 a 100 m68 poços Formação Cabeças 65 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 3
- 100 a 150 m49 poços Formação Cabeças 35 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 8 · Grupo Serra Grande 5
- acima de 150 m63 poços Formação Cabeças 42 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 11 · Grupo Serra Grande 5
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Paquetá?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paquetá.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Paquetá
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.