Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nossa Senhora de Nazaré - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nossa Senhora de Nazaré, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação longa
  • 265poços cadastrados
  • 56,7 mprofundidade média
  • 48,8 mprofundidade mediana
  • 9 mnível estático médio

Como são os poços em Nossa Senhora de Nazaré - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 265 poços em Nossa Senhora de Nazaré - PI. A profundidade média é de 56,7 m e a mediana, 48,8 m, medida em 221 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Longa. No Censo 2022, 719 dos 1.712 domicílios do município — 42% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
265
Profundidade média
56,7 m
Profundidade mediana
48,8 m
Nível estático médio
9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Longa
Ante a média do estado
49,7 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
5.228 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
719 (42%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 265 poços em Nossa Senhora de Nazaré, com profundidade média de 56,7 m (mediana de 48,8 m, variando de 8,6 m a 178 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Longa, presente em 94% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nossa Senhora de Nazaré é 49,7 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Nossa Senhora de Nazaré

Poços cadastrados em Nossa Senhora de Nazaré - PI
Poços no cadastro nacional265 poços
Profundidade média56,7 m 221 poços com o dado
Profundidade mediana48,8 m
Faixa de profundidade8,6 m a 178 m
Nível estático médio9 m 203 poços com o dado
Nível dinâmico médio29,6 m 34 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Longa 94% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 95 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 75 poços
Poços com teste de vazão265 de 265
Distribuição das profundidades em Nossa Senhora de Nazaré 8,6 m mínimo 48,8 m mediana 178 m máximo
Metade dos poços fica entre 33 m e 72,2 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nossa Senhora de Nazaré por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 121 · 55% 50-100 m 76 · 34% 100-150 m 22 · 10% 150-200 m 2 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nossa Senhora de Nazaré 1 1940 1 1950 2 1960 1 1970 41 1980 70 1990 75 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nossa Senhora de Nazaré. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 95 · 62% Abastecimento doméstico 47 · 31% Doméstico/irrigação/animal 6 · 4% Abastecimento urbano 3 · 2% Irrigação 2 · 1% Outros (lazer,etc.) 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Longa — 15 poços
  • Formação Poti — 1 poço

O território e o subsolo de Nossa Senhora de Nazaré

Nossa Senhora de Nazaré tem 5.228 habitantes distribuídos em 356,9 km², o que dá 14,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campo Maior, na região intermediária de Teresina.

No Censo 2022, 719 dos 1.712 domicílios de Nossa Senhora de Nazaré — 42% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 700 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 554 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nossa Senhora de Nazaré

Com base em 599 poços cadastrados num raio de 30 km de Nossa Senhora de Nazaré - PI, 80% deles foram concluídos entre 28 m e 110 m, com profundidade mediana de 51 m. A vazão mediana calculada é de 5,7 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 48 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nossa Senhora de Nazaré se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 599 poços no raio, contra 265 poços dentro do município.

51 mprofundidade mediana
5,7 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
21,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 48 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nossa Senhora de Nazaré: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta599 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 84peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 94peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nossa Senhora de Nazaré costumam descer

  • até 50 m 48%232
  • 50 a 100 m 38%182
  • 100 a 150 m 11%51
  • acima de 150 m 3%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Longa 5,4 m³/h 60 m 1915 com teste
Formação Cabeças 6,0 m³/h 50 m 133 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Formação Cabeças 8 · Formação Longa 8
  • 50 a 100 m10 poços Formação Longa 6 · Formação Cabeças 3 · Formação Poti 1
  • 100 a 150 m6 poços Formação Longa 4 · Formação Cabeças 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nossa Senhora de Nazaré?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nossa Senhora de Nazaré.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.