Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Vitória de Santo Antão - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Vitória de Santo Antão, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 224poços cadastrados
  • 45,1 mprofundidade média
  • 48 mprofundidade mediana
  • 3,4 mnível estático médio

Como são os poços em Vitória de Santo Antão - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 224 poços em Vitória de Santo Antão - PE. A profundidade média é de 45,1 m e a mediana, 48 m, medida em 101 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 6.255 dos 48.335 domicílios do município — 12,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
224
Profundidade média
45,1 m
Profundidade mediana
48 m
Nível estático médio
3,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
22,4 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
134.084 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6.255 (12,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 224 poços em Vitória de Santo Antão, com profundidade média de 45,1 m (mediana de 48 m, variando de 8 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Vitória de Santo Antão é 22,4 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Vitória de Santo Antão

Poços cadastrados em Vitória de Santo Antão - PE
Poços no cadastro nacional224 poços
Profundidade média45,1 m 101 poços com o dado
Profundidade mediana48 m
Faixa de profundidade8 m a 150 m
Nível estático médio3,4 m 55 poços com o dado
Nível dinâmico médio20,6 m 55 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 52 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 97% dos registros
Uso mais comumDoméstico/irrigação/animal 36 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 32 poços
Poços com teste de vazão224 de 224
Distribuição das profundidades em Vitória de Santo Antão 8 m mínimo 48 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 32 m e 55 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Vitória de Santo Antão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 71 · 70% 50-100 m 28 · 28% 100-150 m 2 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Vitória de Santo Antão 15 1960 13 1970 15 1980 32 1990 16 2000 3 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Vitória de Santo Antão. Valores em poços. Doméstico/irrigação/animal 36 · 36% Abastecimento doméstico 29 · 29% Abastecimento doméstico/animal 21 · 21% Abastecimento múltiplo 7 · 7% Abastecimento industrial 5 · 5% Irrigação 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 34 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 33 poços
  • Grupo Seridó — 1 poço

O território e o subsolo de Vitória de Santo Antão

Vitória de Santo Antão tem 134.084 habitantes distribuídos em 336,6 km², o que dá 398,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Vitória de Santo Antão, na região intermediária de Recife.

No Censo 2022, 6.255 dos 48.335 domicílios de Vitória de Santo Antão — 12,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.580 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 10.437 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Vitória de Santo Antão

Com base em 928 poços cadastrados num raio de 30 km de Vitória de Santo Antão - PE, 80% deles foram concluídos entre 28 m e 60 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 2,1 m³/h (metade dos poços entre 0,8 m³/h e 4,9 m³/h), sobre 190 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Vitória de Santo Antão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 928 poços no raio, contra 224 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
2,1 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
32,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 190 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Vitória de Santo Antão: 33/100

33 de 100

Confiança: amostra alta928 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 11peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 89peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 2peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 16peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Vitória de Santo Antão costumam descer

  • até 50 m 72%377
  • 50 a 100 m 27%142
  • 100 a 150 m 1%5
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 2,1 m³/h 50 m 11282 com teste
Grupo Seridó 1,4 m³/h 49 m 43 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,0 m³/h 52 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m75 poços Corpo Cristalino 71 · Grupo Seridó 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m43 poços Corpo Cristalino 39 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Grupo Seridó 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Vitória de Santo Antão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Vitória de Santo Antão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.