Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Belém do São Francisco - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Belém do São Francisco, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 179poços cadastrados
  • 52,3 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 8,5 mnível estático médio

Como são os poços em Belém do São Francisco - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 179 poços em Belém do São Francisco - PE. A profundidade média é de 52,3 m e a mediana, 50 m, medida em 152 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 27 dos 5.621 domicílios do município — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
179
Profundidade média
52,3 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
8,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
15,2 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
18.301 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
27 (0,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 179 poços em Belém do São Francisco, com profundidade média de 52,3 m (mediana de 50 m, variando de 24 m a 80 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Belém do São Francisco é 15,2 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Belém do São Francisco

Poços cadastrados em Belém do São Francisco - PE
Poços no cadastro nacional179 poços
Profundidade média52,3 m 152 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade24 m a 80 m
Nível estático médio8,5 m 72 poços com o dado
Nível dinâmico médio33 m 61 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 46 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 90 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 71 poços
Poços com teste de vazão179 de 179
Distribuição das profundidades em Belém do São Francisco 24 m mínimo 50 m mediana 80 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Belém do São Francisco por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 90 · 59% 50-100 m 62 · 41%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Belém do São Francisco 3 1970 11 1980 19 1990 71 2000 27 2010 17 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Belém do São Francisco. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 90 · 92% Pecuária 4 · 4% Abastecimento múltiplo 3 · 3% Doméstico/irrigação/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Belém do São Francisco

Belém do São Francisco tem 18.301 habitantes distribuídos em 1.830,8 km², o que dá 10,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salgueiro, na região intermediária de Petrolina.

No Censo 2022, 27 dos 5.621 domicílios de Belém do São Francisco — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 26 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.483 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Belém do São Francisco, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Belém do São Francisco

Com base em 332 poços cadastrados num raio de 30 km de Belém do São Francisco - PE, 80% deles foram concluídos entre 45 m e 62 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 1,4 m³/h (metade dos poços entre 0,7 m³/h e 4,2 m³/h), sobre 64 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Belém do São Francisco se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 332 poços no raio, contra 179 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
1,4 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
11,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 64 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Belém do São Francisco: 23/100

23 de 100

Confiança: amostra alta332 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 3peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 59peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Belém do São Francisco costumam descer

  • até 50 m 50%135
  • 50 a 100 m 49%132
  • 100 a 150 m 0%1
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 0,7 m³/h 50 m 42 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,1 m³/h 60 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Corpo Cristalino 3 · Pré-Cambriano Indiviso 1
  • 50 a 100 m3 poços Pré-Cambriano Indiviso 2 · Corpo Cristalino 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Belém do São Francisco?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Belém do São Francisco.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.