Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sousa - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sousa, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 421poços cadastrados
  • 49,5 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 11 mnível estático médio

Como são os poços em Sousa - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 421 poços em Sousa - PB. A profundidade média é de 49,5 m e a mediana, 50 m, medida em 406 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 2.315 dos 22.551 domicílios do município — 10,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
421
Profundidade média
49,5 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
11 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
3,1 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
67.259 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.315 (10,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 421 poços em Sousa, com profundidade média de 49,5 m (mediana de 50 m, variando de 3,5 m a 971 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sousa é 3,1 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Sousa

Poços cadastrados em Sousa - PB
Poços no cadastro nacional421 poços
Profundidade média49,5 m 406 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade3,5 m a 971 m
Nível estático médio11 m 202 poços com o dado
Nível dinâmico médio24,9 m 35 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 30 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 93% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 101 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 203 poços
Poços com teste de vazão421 de 421
Distribuição das profundidades em Sousa 3,5 m mínimo 50 m mediana 971 m máximo
Metade dos poços fica entre 45 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sousa por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 355 · 87% 50-100 m 48 · 12% 150-200 m 2 acima de 200 m 1
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sousa 9 1920 1 1930 2 1960 25 1970 36 1980 129 1990 203 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sousa. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 101 · 37% Abastecimento doméstico 79 · 29% Doméstico/irrigação/animal 49 · 18% Abastecimento múltiplo 23 · 8% Abastecimento doméstico/irrig. 21 · 8% Abastecimento urbano 3 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 12 poços
  • Grupo Rio do Peixe — 1 poço
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Formação Souza — 1 poço
  • Formação Antenor Navarro — 1 poço

O território e o subsolo de Sousa

Sousa tem 67.259 habitantes distribuídos em 728,5 km², o que dá 92,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sousa, na região intermediária de Sousa - Cajazeiras.

No Censo 2022, 2.315 dos 22.551 domicílios de Sousa — 10,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.199 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.011 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sousa

Com base em 1.678 poços cadastrados num raio de 30 km de Sousa - PB, 80% deles foram concluídos entre 29 m e 52 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 2,0 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 3,9 m³/h), sobre 186 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (72% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sousa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.678 poços no raio, contra 421 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
2,0 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
59,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 186 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sousa: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta1.678 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 8peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 3peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 44peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sousa costumam descer

  • até 50 m 87%1.378
  • 50 a 100 m 12%186
  • 100 a 150 m 1%10
  • acima de 150 m 0%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,2 m³/h 50 m 8037 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1,6 m³/h 50 m 1714 com teste
Grupo Rio do Peixe 3,2 m³/h 50 m 1514 com teste
Formação Souza 2,4 m³/h 50 m 146 com teste
Complexo Migmatito-Granulítico 1,0 m³/h 50 m 107 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m105 poços Corpo Cristalino 62 · Formação Souza 12 · Grupo Rio do Peixe 10
  • 50 a 100 m29 poços Corpo Cristalino 18 · Grupo Rio do Peixe 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4
  • 100 a 150 m4 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Complexo Jaguaretama 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sousa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sousa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.