Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paulista - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paulista, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 35poços cadastrados
  • 34,9 mprofundidade média
  • 48 mprofundidade mediana
  • 3,5 mnível estático médio

Como são os poços em Paulista - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Paulista - PB. A profundidade média é de 34,9 m e a mediana, 48 m, medida em 26 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 713 dos 4.125 domicílios do município — 17,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
34,9 m
Profundidade mediana
48 m
Nível estático médio
3,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
11,5 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
11.834 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
713 (17,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Paulista, com profundidade média de 34,9 m (mediana de 48 m, variando de 2 m a 64 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paulista é 11,5 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Paulista

Poços cadastrados em Paulista - PB
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média34,9 m 26 poços com o dado
Profundidade mediana48 m
Faixa de profundidade2 m a 64 m
Nível estático médio3,5 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio21,4 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 8 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Paulista 2 m mínimo 48 m mediana 64 m máximo
Metade dos poços fica entre 4 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paulista por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 21 · 81% 50-100 m 5 · 19%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paulista 7 1970 8 1980 7 1990 4 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paulista. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 9 · 53% Abastecimento doméstico 6 · 35% Abastecimento doméstico/animal 2 · 12%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de Paulista

Paulista tem 11.834 habitantes distribuídos em 577,4 km², o que dá 20,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pombal, na região intermediária de Patos.

No Censo 2022, 713 dos 4.125 domicílios de Paulista — 17,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 496 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.464 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paulista

Com base em 326 poços cadastrados num raio de 30 km de Paulista - PB, 80% deles foram concluídos entre 5 m e 52 m, com profundidade mediana de 45 m. A vazão mediana calculada é de 2,0 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 3,0 m³/h), sobre 39 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paulista se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 326 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

45 mprofundidade mediana
2,0 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
11,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 39 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paulista: 33/100

33 de 100

Confiança: amostra alta326 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 8peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 59peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 83peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paulista costumam descer

  • até 50 m 86%203
  • 50 a 100 m 14%33
  • 100 a 150 m 0%1
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,9 m³/h 42 m 219 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 0,9 m³/h 51 m 104 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m21 poços Corpo Cristalino 16 · Pré-Cambriano Indiviso 5
  • 50 a 100 m10 poços Corpo Cristalino 5 · Pré-Cambriano Indiviso 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paulista?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paulista.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.