Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Parari - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Parari, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 77poços cadastrados
  • 43,2 mprofundidade média
  • 45 mprofundidade mediana
  • 5,8 mnível estático médio

Como são os poços em Parari - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 77 poços em Parari - PB. A profundidade média é de 43,2 m e a mediana, 45 m, medida em 45 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 177 dos 644 domicílios do município — 27,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
77
Profundidade média
43,2 m
Profundidade mediana
45 m
Nível estático médio
5,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
3,2 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
1.720 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
177 (27,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 77 poços em Parari, com profundidade média de 43,2 m (mediana de 45 m, variando de 9,1 m a 60 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Parari é 3,2 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Parari

Poços cadastrados em Parari - PB
Poços no cadastro nacional77 poços
Profundidade média43,2 m 45 poços com o dado
Profundidade mediana45 m
Faixa de profundidade9,1 m a 60 m
Nível estático médio5,8 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio20,1 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 30 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão77 de 77
Distribuição das profundidades em Parari 9,1 m mínimo 45 m mediana 60 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Parari por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 42 · 93% 50-100 m 3 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Parari 1 1950 9 1960 2 1970 2 1980 15 1990 16 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Parari. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 30 · 58% Abastecimento doméstico/animal 16 · 31% Pecuária 4 · 8% Abastecimento doméstico 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 14 poços

O território e o subsolo de Parari

Parari tem 1.720 habitantes distribuídos em 207,8 km², o que dá 8,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sumé, na região intermediária de Campina Grande.

No Censo 2022, 177 dos 644 domicílios de Parari — 27,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 176 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 365 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Parari

Com base em 979 poços cadastrados num raio de 30 km de Parari - PB, 80% deles foram concluídos entre 25 m e 52 m, com profundidade mediana de 45 m. A vazão mediana calculada é de 2,0 m³/h (metade dos poços entre 0,9 m³/h e 3,3 m³/h), sobre 268 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Parari se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 979 poços no raio, contra 77 poços dentro do município.

45 mprofundidade mediana
2,0 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
34,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 268 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Parari: 38/100

38 de 100

Confiança: amostra alta979 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 8peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 90peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 68peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Parari costumam descer

  • até 50 m 88%707
  • 50 a 100 m 11%91
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m143 poços Corpo Cristalino 143
  • 50 a 100 m35 poços Corpo Cristalino 32 · Pré-Cambriano Indiviso 2 · Grupo Barreiras 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Parari?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Parari.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.