Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cruz do Espírito Santo - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cruz do Espírito Santo, Paraíba.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 134poços cadastrados
  • 24,7 mprofundidade média
  • 20 mprofundidade mediana
  • 6,3 mnível estático médio

Como são os poços em Cruz do Espírito Santo - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 134 poços em Cruz do Espírito Santo - PB. A profundidade média é de 24,7 m e a mediana, 20 m, medida em 127 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 1.907 dos 5.362 domicílios do município — 35,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
134
Profundidade média
24,7 m
Profundidade mediana
20 m
Nível estático médio
6,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
21,7 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
17.095 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.907 (35,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 134 poços em Cruz do Espírito Santo, com profundidade média de 24,7 m (mediana de 20 m, variando de 5 m a 113 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cruz do Espírito Santo é 21,7 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Cruz do Espírito Santo

Poços cadastrados em Cruz do Espírito Santo - PB
Poços no cadastro nacional134 poços
Profundidade média24,7 m 127 poços com o dado
Profundidade mediana20 m
Faixa de profundidade5 m a 113 m
Nível estático médio6,3 m 57 poços com o dado
Nível dinâmico médio15,9 m 21 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 72 poços
Poços com teste de vazão134 de 134
Distribuição das profundidades em Cruz do Espírito Santo 5 m mínimo 20 m mediana 113 m máximo
Metade dos poços fica entre 15 m e 30 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cruz do Espírito Santo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 121 · 95% 50-100 m 5 · 4% 100-150 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cruz do Espírito Santo 2 1950 3 1960 6 1970 7 1980 36 1990 72 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cruz do Espírito Santo. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 4 · 80% Abastecimento urbano 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 4 poços

O território e o subsolo de Cruz do Espírito Santo

Cruz do Espírito Santo tem 17.095 habitantes distribuídos em 192,5 km², o que dá 88,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de João Pessoa.

No Censo 2022, 1.907 dos 5.362 domicílios de Cruz do Espírito Santo — 35,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.603 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.744 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cruz do Espírito Santo

Com base em 1.139 poços cadastrados num raio de 30 km de Cruz do Espírito Santo - PB, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 160 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 13,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 30,8 m³/h), sobre 339 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cruz do Espírito Santo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.139 poços no raio, contra 134 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
13,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
40,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 339 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cruz do Espírito Santo: 73/100

73 de 100

Confiança: amostra alta1.139 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 89peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 93peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cruz do Espírito Santo costumam descer

  • até 50 m 52%508
  • 50 a 100 m 22%217
  • 100 a 150 m 15%146
  • acima de 150 m 11%104

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 11,9 m³/h 76 m 3522 com teste
Formação Beberibe 32,9 m³/h 302 m 1212 com teste
Corpo Cristalino 1,4 m³/h 57 m 64 com teste
Formação Serra dos Martins sem teste 14 m 4
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 49,7 m³/h 266 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m18 poços Grupo Barreiras 10 · Formação Serra dos Martins 4 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m13 poços Grupo Barreiras 8 · Corpo Cristalino 5
  • 100 a 150 m11 poços Grupo Barreiras 8 · Formação Beberibe 2 · Dunas 1
  • acima de 150 m22 poços Formação Beberibe 10 · Grupo Barreiras 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cruz do Espírito Santo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cruz do Espírito Santo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.