Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Carrapateira - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Carrapateira, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 22poços cadastrados
  • 48 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 8 mnível estático médio

Como são os poços em Carrapateira - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Carrapateira - PB. A profundidade média é de 48 m e a mediana, 50 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 38 dos 754 domicílios do município — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
48 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
2.312 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
38 (5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Carrapateira, com profundidade média de 48 m (mediana de 50 m, variando de 30 m a 60 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Carrapateira é praticamente igual à média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Carrapateira

Poços cadastrados em Carrapateira - PB
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média48 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade30 m a 60 m
Nível estático médio8 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio24,1 m 14 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 15 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Carrapateira 30 m mínimo 50 m mediana 60 m máximo
Metade dos poços fica entre 46 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Carrapateira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 76% 50-100 m 5 · 24%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Carrapateira 4 1970 15 1980 2 1990
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Carrapateira. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 2 · 50% Abastecimento doméstico 1 · 25% Abastecimento doméstico/animal 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 2 poços

O território e o subsolo de Carrapateira

Carrapateira tem 2.312 habitantes distribuídos em 59,1 km², o que dá 39,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cajazeiras, na região intermediária de Sousa - Cajazeiras.

No Censo 2022, 38 dos 754 domicílios de Carrapateira — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 29 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 197 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Carrapateira, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Carrapateira

Com base em 1.152 poços cadastrados num raio de 30 km de Carrapateira - PB, 80% deles foram concluídos entre 25 m e 52 m, com profundidade mediana de 45 m. A vazão mediana calculada é de 1,4 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 3,0 m³/h), sobre 166 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Carrapateira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.152 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

45 mprofundidade mediana
1,4 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
40,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 166 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Carrapateira: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta1.152 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 3peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 93peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 2peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 46peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Carrapateira costumam descer

  • até 50 m 87%881
  • 50 a 100 m 13%128
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,2 m³/h 49 m 5222 com teste
Grupo Rio do Peixe 3,7 m³/h 41 m 55 com teste
Formação Souza 5,0 m³/h 50 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m42 poços Corpo Cristalino 35 · Grupo Rio do Peixe 3 · Formação Souza 2
  • 50 a 100 m22 poços Corpo Cristalino 17 · Grupo Rio do Peixe 2 · Grupo Barreiras 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Carrapateira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Carrapateira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.