Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Soure - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Soure, Pará.

  • aquífero poroso
  • aluviões
  • 51poços cadastrados
  • 27,7 mprofundidade média
  • 18 mprofundidade mediana
  • 6,6 mnível estático médio

Como são os poços em Soure - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 51 poços em Soure - PA. A profundidade média é de 27,7 m e a mediana, 18 m, medida em 50 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Aluviões. No Censo 2022, 1.423 dos 7.083 domicílios do município — 20,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
51
Profundidade média
27,7 m
Profundidade mediana
18 m
Nível estático médio
6,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Aluviões
Ante a média do estado
40 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
24.204 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.423 (20,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 51 poços em Soure, com profundidade média de 27,7 m (mediana de 18 m, variando de 12 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Aluviões, presente em 92% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Soure é 40 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Soure

Poços cadastrados em Soure - PA
Poços no cadastro nacional51 poços
Profundidade média27,7 m 50 poços com o dado
Profundidade mediana18 m
Faixa de profundidade12 m a 150 m
Nível estático médio6,6 m 50 poços com o dado
Nível dinâmico médio10,8 m 50 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 49 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteAluviões 92% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 33 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão51 de 51
Distribuição das profundidades em Soure 12 m mínimo 18 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 18 m e 22 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Soure por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 46 · 92% 100-150 m 4 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Soure 2 1970 3 1980 16 1990 24 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Soure. Valores em poços. Abastecimento doméstico 33 · 69% Abastecimento urbano 7 · 15% Abastecimento múltiplo 4 · 8% Abastecimento industrial 2 · 4% Sem uso 1 · 2% Outros (lazer,etc.) 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 50 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Aluviões — 46 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Soure

Soure tem 24.204 habitantes distribuídos em 2.857,3 km², o que dá 8,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Soure-Salvaterra, na região intermediária de Breves.

No Censo 2022, 1.423 dos 7.083 domicílios de Soure — 20,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.246 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.189 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Soure

Com base em 126 poços cadastrados num raio de 30 km de Soure - PA, 80% deles foram concluídos entre 13 m e 60 m, com profundidade mediana de 18 m. A vazão mediana calculada é de 3,0 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 10,5 m³/h), sobre 100 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Soure se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 126 poços no raio, contra 51 poços dentro do município.

18 mprofundidade mediana
3,0 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
4,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 100 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Soure: 31/100

31 de 100

Confiança: amostra alta126 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 17peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 32peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 39peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 99peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Soure costumam descer

  • até 50 m 88%110
  • 50 a 100 m 9%11
  • 100 a 150 m 3%4
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Aluviões 3,0 m³/h 18 m 10890 com teste
Quaternário 17,5 m³/h 80 m 107 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m108 poços Aluviões 108
  • 50 a 100 m7 poços Quaternário 7
  • 100 a 150 m4 poços Quaternário 3 · Terciário-Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Soure?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Soure.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.