Pará · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Pacajá - PA: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pacajá, Pará.
- aquífero fissural
- aluviões
- 22poços cadastrados
- 77,1 mprofundidade média
- 66 mprofundidade mediana
- 21,4 mnível estático médio
Como são os poços em Pacajá - PA?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Pacajá - PA. A profundidade média é de 77,1 m e a mediana, 66 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Aluviões. No Censo 2022, 11.210 dos 12.474 domicílios do município — 89,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 22
- Profundidade média
- 77,1 m
- Profundidade mediana
- 66 m
- Nível estático médio
- 21,4 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Aluviões
- Ante a média do estado
- 9,4 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
- População (Censo 2022)
- 41.097 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 11.210 (89,9%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Pacajá, com profundidade média de 77,1 m (mediana de 66 m, variando de 8 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Aluviões, presente em 25% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Pacajá é 9,4 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).
Números do cadastro em Pacajá
| Poços no cadastro nacional | 22 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 77,1 m 18 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 66 m |
| Faixa de profundidade | 8 m a 200 m |
| Nível estático médio | 21,4 m 12 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 34,4 m 12 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,7 m³/h por metro 11 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 88% dos registros |
| Rocha predominante | Aluviões 25% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 6 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 15 poços |
| Poços com teste de vazão | 22 de 22 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 7 poços
- Poroso — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Aluviões — 2 poços
- Corpo Cristalino — 2 poços
- Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço
- Arqueano — 1 poço
- Coluvião — 1 poço
- Complexo Xingu — 1 poço
O território e o subsolo de Pacajá
Pacajá tem 41.097 habitantes distribuídos em 11.832,3 km², o que dá 3,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tucuruí, na região intermediária de Marabá.
No Censo 2022, 11.210 dos 12.474 domicílios de Pacajá — 89,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.415 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 10.891 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Pacajá
Com base em 14 poços cadastrados num raio de 30 km de Pacajá - PA, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 120 m, com profundidade mediana de 36 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 4,3 m³/h), sobre 6 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pacajá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 14 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 6 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Pacajá: 32/100
Confiança: amostra baixa14 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 3peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 10peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 97peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 100peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Pacajá costumam descer
- até 50 m 55%6
- 50 a 100 m 27%3
- 100 a 150 m 9%1
- acima de 150 m 9%1
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Pacajá?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pacajá.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.