Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nova Olímpia - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nova Olímpia, Mato Grosso.

  • aquífero poroso
  • formação pantanal
  • 7poços cadastrados
  • 50,3 mprofundidade média
  • 49 mprofundidade mediana
  • 15,1 mnível estático médio

Como são os poços em Nova Olímpia - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Nova Olímpia - MT. A profundidade média é de 50,3 m e a mediana, 49 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Pantanal. No Censo 2022, 602 dos 5.745 domicílios do município — 10,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
50,3 m
Profundidade mediana
49 m
Nível estático médio
15,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Pantanal
Ante a média do estado
41,7 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
16.352 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
602 (10,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Nova Olímpia, com profundidade média de 50,3 m (mediana de 49 m, variando de 28 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Pantanal, presente em 67% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nova Olímpia é 41,7 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Nova Olímpia

Poços cadastrados em Nova Olímpia - MT
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média50,3 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana49 m
Faixa de profundidade28 m a 100 m
Nível estático médio15,1 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio28,4 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Pantanal 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 6 poços
Poços com teste de vazão7 de 7
Distribuição das profundidades em Nova Olímpia 28 m mínimo 49 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nova Olímpia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 71% 50-100 m 2 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nova Olímpia 6 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nova Olímpia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 7 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Pantanal — 2 poços
  • Formação Parecis — 1 poço

O território e o subsolo de Nova Olímpia

Nova Olímpia tem 16.352 habitantes distribuídos em 1.327,3 km², o que dá 12,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tangará da Serra, na região intermediária de Cuiabá.

No Censo 2022, 602 dos 5.745 domicílios de Nova Olímpia — 10,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 484 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 556 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nova Olímpia

Com base em 90 poços cadastrados num raio de 30 km de Nova Olímpia - MT, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 140 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 4,5 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 84 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (76% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nova Olímpia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 90 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
4,5 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
3,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 84 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nova Olímpia: 27/100

27 de 100

Confiança: amostra alta90 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 27peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 24peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 13peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nova Olímpia costumam descer

  • até 50 m 20%18
  • 50 a 100 m 54%48
  • 100 a 150 m 21%19
  • acima de 150 m 4%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Tapirapua 5,0 m³/h 100 m 4241 com teste
Formação Pantanal 7,0 m³/h 100 m 2320 com teste
Formação Parecis 3,7 m³/h 71 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Formação Pantanal 6 · Formação Tapirapua 3
  • 50 a 100 m43 poços Formação Tapirapua 27 · Formação Pantanal 12 · Formação Parecis 2
  • 100 a 150 m15 poços Formação Tapirapua 8 · Formação Pantanal 5 · Aluviões 1
  • acima de 150 m4 poços Formação Tapirapua 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nova Olímpia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nova Olímpia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.