Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Diamantino - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Diamantino, Mato Grosso.

  • aquífero poroso
  • formação parecis
  • 56poços cadastrados
  • 76,1 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 24,5 mnível estático médio

Como são os poços em Diamantino - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 56 poços em Diamantino - MT. A profundidade média é de 76,1 m e a mediana, 80 m, medida em 54 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Parecis. No Censo 2022, 1.139 dos 7.504 domicílios do município — 15,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
56
Profundidade média
76,1 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
24,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Parecis
Ante a média do estado
15,9 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
21.941 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.139 (15,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 56 poços em Diamantino, com profundidade média de 76,1 m (mediana de 80 m, variando de 20 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Parecis, presente em 48% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Diamantino é 15,9 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Diamantino

Poços cadastrados em Diamantino - MT
Poços no cadastro nacional56 poços
Profundidade média76,1 m 54 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade20 m a 120 m
Nível estático médio24,5 m 47 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,6 m 47 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 47 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteFormação Parecis 48% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 30 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 35 poços
Poços com teste de vazão56 de 56
Distribuição das profundidades em Diamantino 20 m mínimo 80 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 96 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Diamantino por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 19% 50-100 m 41 · 76% 100-150 m 3 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Diamantino 5 1990 35 2000 14 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Diamantino. Valores em poços. Abastecimento doméstico 30 · 67% Abastecimento industrial 4 · 9% Abastecimento doméstico/irrig. 3 · 7% Outros (lazer,etc.) 3 · 7% Abastecimento doméstico/animal 3 · 7% Pecuária 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 21 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Parecis — 10 poços
  • Grupo Alto Paraguai — 4 poços
  • Formação Diamantino — 3 poços
  • Quaternário — 2 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Terciário-Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Diamantino

Diamantino tem 21.941 habitantes distribuídos em 8.263,4 km², o que dá 2,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Diamantino, na região intermediária de Cuiabá.

No Censo 2022, 1.139 dos 7.504 domicílios de Diamantino — 15,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 971 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.237 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Diamantino

Com base em 26 poços cadastrados num raio de 30 km de Diamantino - MT, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 120 m, com profundidade mediana de 49 m. A vazão mediana calculada é de 3,3 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 5,2 m³/h), sobre 22 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Diamantino se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 26 poços no raio, contra 56 poços dentro do município.

49 mprofundidade mediana
3,3 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
0,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 22 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Diamantino: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra média26 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 19peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 6peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 91peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 90peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Diamantino costumam descer

  • até 50 m 54%13
  • 50 a 100 m 17%4
  • 100 a 150 m 25%6
  • acima de 150 m 4%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Formação Parecis 11
  • 100 a 150 m3 poços Formação Diamantino 1 · Terciário-Quaternário 1 · Formação Parecis 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Diamantino?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Diamantino.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.