Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cáceres - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cáceres, Mato Grosso.

  • aquífero fissural
  • formação pantanal
  • 31poços cadastrados
  • 86,4 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 18,3 mnível estático médio

Como são os poços em Cáceres - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Cáceres - MT. A profundidade média é de 86,4 m e a mediana, 95 m, medida em 31 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Pantanal. No Censo 2022, 6.347 dos 31.076 domicílios do município — 20,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
86,4 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
18,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Pantanal
Ante a média do estado
5,6 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
89.681 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6.347 (20,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Cáceres, com profundidade média de 86,4 m (mediana de 95 m, variando de 10 m a 205 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Pantanal, presente em 31% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cáceres é 5,6 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Cáceres

Poços cadastrados em Cáceres - MT
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média86,4 m 31 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade10 m a 205 m
Nível estático médio18,3 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio44,7 m 28 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 50% dos registros
Rocha predominanteFormação Pantanal 31% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 20 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Cáceres 10 m mínimo 95 m mediana 205 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 113 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cáceres por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 11 · 35% 50-100 m 11 · 35% 100-150 m 6 · 19% 150-200 m 2 · 6% acima de 200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cáceres 4 1990 20 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cáceres. Valores em poços. Abastecimento doméstico 15 · 56% Abastecimento industrial 8 · 30% Abastecimento múltiplo 3 · 11% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Pantanal — 5 poços
  • Grupo Cuiabá — 4 poços
  • Grupo Alto Paraguai — 2 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 2 poços
  • Formação Araras — 2 poços
  • Aluviões — 1 poço

O território e o subsolo de Cáceres

Cáceres tem 89.681 habitantes distribuídos em 24.495,5 km², o que dá 3,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cáceres.

No Censo 2022, 6.347 dos 31.076 domicílios de Cáceres — 20,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.282 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.780 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cáceres

Com base em 21 poços cadastrados num raio de 30 km de Cáceres - MT, 80% deles foram concluídos entre 10 m e 150 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 4,7 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 7,0 m³/h), sobre 20 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (56% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cáceres se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 21 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
4,7 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
0,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 20 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cáceres: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra média21 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 28peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 5peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 29peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 96peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cáceres costumam descer

  • até 50 m 48%10
  • 50 a 100 m 29%6
  • 100 a 150 m 19%4
  • acima de 150 m 5%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cáceres?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cáceres.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.