Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alta Floresta - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alta Floresta, Mato Grosso.

  • aquífero fissural
  • complexo xingu
  • 34poços cadastrados
  • 41,7 mprofundidade média
  • 36 mprofundidade mediana
  • 10,5 mnível estático médio

Como são os poços em Alta Floresta - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 34 poços em Alta Floresta - MT. A profundidade média é de 41,7 m e a mediana, 36 m, medida em 33 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Xingu. No Censo 2022, 5.496 dos 20.928 domicílios do município — 26,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
34
Profundidade média
41,7 m
Profundidade mediana
36 m
Nível estático médio
10,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Xingu
Ante a média do estado
50,3 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
58.613 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
5.496 (26,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 34 poços em Alta Floresta, com profundidade média de 41,7 m (mediana de 36 m, variando de 18 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Xingu, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alta Floresta é 50,3 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Alta Floresta

Poços cadastrados em Alta Floresta - MT
Poços no cadastro nacional34 poços
Profundidade média41,7 m 33 poços com o dado
Profundidade mediana36 m
Faixa de profundidade18 m a 100 m
Nível estático médio10,5 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,9 m 23 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 71% dos registros
Rocha predominanteComplexo Xingu 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 23 poços
Poços com teste de vazão34 de 34
Distribuição das profundidades em Alta Floresta 18 m mínimo 36 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 42 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alta Floresta por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 28 · 85% 50-100 m 5 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alta Floresta 2 1990 23 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alta Floresta. Valores em poços. Abastecimento doméstico 15 · 48% Abastecimento industrial 6 · 19% Abastecimento múltiplo 4 · 13% Abastecimento urbano 4 · 13% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 3% Outros (lazer,etc.) 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Xingu — 3 poços
  • Quaternário — 2 poços
  • Grupo Bauru — 2 poços
  • Complexo Cuiú-Cuiú — 1 poço
  • Suíte intrusiva ParanaÍta — 1 poço

O território e o subsolo de Alta Floresta

Alta Floresta tem 58.613 habitantes distribuídos em 8.955,4 km², o que dá 6,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Alta Floresta, na região intermediária de Sinop.

No Censo 2022, 5.496 dos 20.928 domicílios de Alta Floresta — 26,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.825 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.297 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alta Floresta

Com base em 31 poços cadastrados num raio de 30 km de Alta Floresta - MT, 80% deles foram concluídos entre 25 m e 77 m, com profundidade mediana de 37 m. A vazão mediana calculada é de 1,5 m³/h (metade dos poços entre 1,1 m³/h e 3,0 m³/h), sobre 22 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alta Floresta se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 31 poços no raio, contra 34 poços dentro do município.

37 mprofundidade mediana
1,5 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
1,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 22 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alta Floresta: 27/100

27 de 100

Confiança: amostra média31 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 4peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 8peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 39peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 97peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 61peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alta Floresta costumam descer

  • até 50 m 83%25
  • 50 a 100 m 17%5
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alta Floresta?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alta Floresta.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.