Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Deodápolis - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Deodápolis, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero fissural
  • grupo caiuá
  • 15poços cadastrados
  • 107 mprofundidade média
  • 103 mprofundidade mediana
  • 13,9 mnível estático médio

Como são os poços em Deodápolis - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Deodápolis - MS. A profundidade média é de 107 m e a mediana, 103 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Caiuá. No Censo 2022, 685 dos 5.131 domicílios do município — 13,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
107 m
Profundidade mediana
103 m
Nível estático médio
13,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Caiuá
Ante a média do estado
36 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
13.663 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
685 (13,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Deodápolis, com profundidade média de 107 m (mediana de 103 m, variando de 44 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caiuá, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Deodápolis é 36 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Deodápolis

Poços cadastrados em Deodápolis - MS
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média107 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana103 m
Faixa de profundidade44 m a 152 m
Nível estático médio13,9 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,4 m 15 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 60% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caiuá 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2020 5 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Deodápolis 44 m mínimo 103 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Deodápolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 7% 50-100 m 5 · 33% 100-150 m 8 · 53% 150-200 m 1 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Deodápolis 1 1970 3 1980 1 1990 2 2000 3 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Deodápolis. Valores em poços. Abastecimento urbano 4 · 29% Pecuária 4 · 29% Abastecimento industrial 3 · 21% Abastecimento múltiplo 2 · 14% Abastecimento doméstico 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caiuá — 4 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Grupo Bauru — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Deodápolis

Deodápolis tem 13.663 habitantes distribuídos em 828,5 km², o que dá 16,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Dourados.

No Censo 2022, 685 dos 5.131 domicílios de Deodápolis — 13,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 638 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 630 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Deodápolis

Com base em 152 poços cadastrados num raio de 30 km de Deodápolis - MS, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 140 m, com profundidade mediana de 77 m. A vazão mediana calculada é de 9,6 m³/h (metade dos poços entre 6,6 m³/h e 19,0 m³/h), sobre 127 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Deodápolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 152 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

77 mprofundidade mediana
9,6 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
5,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 127 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Deodápolis: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta152 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 71peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 37peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Deodápolis costumam descer

  • até 50 m 5%6
  • 50 a 100 m 72%93
  • 100 a 150 m 20%26
  • acima de 150 m 4%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Caiuá 19,2 m³/h 120 m 1717 com teste
Formação Serra Geral 25,2 m³/h 88 m 108 com teste
Grupo Bauru 7,6 m³/h 82 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m12 poços Grupo Caiuá 6 · Formação Serra Geral 4 · Grupo Bauru 2
  • 100 a 150 m17 poços Grupo Caiuá 10 · Formação Serra Geral 5 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Deodápolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Deodápolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.