Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Taiobeiras - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Taiobeiras, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação salinas
  • 121poços cadastrados
  • 95,4 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 13,2 mnível estático médio

Como são os poços em Taiobeiras - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 121 poços em Taiobeiras - MG. A profundidade média é de 95,4 m e a mediana, 84 m, medida em 95 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Salinas. No Censo 2022, 2.162 dos 11.732 domicílios do município — 18,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
121
Profundidade média
95,4 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
13,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Salinas
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
33.050 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.162 (18,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 121 poços em Taiobeiras, com profundidade média de 95,4 m (mediana de 84 m, variando de 38 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salinas, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Taiobeiras é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Taiobeiras

Poços cadastrados em Taiobeiras - MG
Poços no cadastro nacional121 poços
Profundidade média95,4 m 95 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade38 m a 204 m
Nível estático médio13,2 m 43 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,1 m 42 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 40 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 97% dos registros
Rocha predominanteFormação Salinas 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 37 poços
Poços com teste de vazão121 de 121
Distribuição das profundidades em Taiobeiras 38 m mínimo 84 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Taiobeiras por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 6% 50-100 m 53 · 56% 100-150 m 29 · 31% 150-200 m 5 · 5% acima de 200 m 2 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Taiobeiras 1 1960 3 1970 26 1980 37 1990 27 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Taiobeiras. Valores em poços. Abastecimento doméstico 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 91 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salinas — 36 poços
  • Grupo Macaúbas — 24 poços
  • Proterozoico Superior — 20 poços
  • Formação Chapada Acauã — 12 poços
  • Corpo Granitoides do Orógeno Araçuaí — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Taiobeiras

Taiobeiras tem 33.050 habitantes distribuídos em 1.220,0 km², o que dá 27,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salinas, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 2.162 dos 11.732 domicílios de Taiobeiras — 18,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 908 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.451 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Taiobeiras

Com base em 202 poços cadastrados num raio de 30 km de Taiobeiras - MG, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 150 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 3,6 m³/h (metade dos poços entre 1,8 m³/h e 8,4 m³/h), sobre 70 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Taiobeiras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 202 poços no raio, contra 121 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
3,6 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
7,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 70 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Taiobeiras: 30/100

30 de 100

Confiança: amostra alta202 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 21peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 45peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 20peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Taiobeiras costumam descer

  • até 50 m 10%16
  • 50 a 100 m 58%97
  • 100 a 150 m 25%42
  • acima de 150 m 7%12

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salinas 3,4 m³/h 80 m 5727 com teste
Grupo Macaúbas 3,8 m³/h 85 m 4319 com teste
Proterozoico Superior 1,2 m³/h 85 m 409 com teste
Formação Chapada Acauã 5,2 m³/h 120 m 189 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8,4 m³/h 190 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Formação Salinas 11 · Grupo Macaúbas 4 · Proterozoico Superior 1
  • 50 a 100 m96 poços Proterozoico Superior 32 · Formação Salinas 32 · Grupo Macaúbas 25
  • 100 a 150 m42 poços Formação Chapada Acauã 12 · Grupo Macaúbas 11 · Formação Salinas 10
  • acima de 150 m12 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Formação Salinas 4 · Grupo Macaúbas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Taiobeiras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Taiobeiras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.