Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São João da Ponte - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São João da Ponte, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • subgrupo paraopeba
  • 562poços cadastrados
  • 82,2 mprofundidade média
  • 76 mprofundidade mediana
  • 15,4 mnível estático médio

Como são os poços em São João da Ponte - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 562 poços em São João da Ponte - MG. A profundidade média é de 82,2 m e a mediana, 76 m, medida em 317 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,4 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 812 dos 7.897 domicílios do município — 10,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
562
Profundidade média
82,2 m
Profundidade mediana
76 m
Nível estático médio
15,4 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
14,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
23.930 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
812 (10,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 562 poços em São João da Ponte, com profundidade média de 82,2 m (mediana de 76 m, variando de 11,5 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 52% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São João da Ponte é 14,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em São João da Ponte

Poços cadastrados em São João da Ponte - MG
Poços no cadastro nacional562 poços
Profundidade média82,2 m 317 poços com o dado
Profundidade mediana76 m
Faixa de profundidade11,5 m a 250 m
Nível estático médio15,4 m 182 poços com o dado
Nível dinâmico médio32,5 m 121 poços com o dado
Vazão específica média8,1 m³/h por metro 114 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 50% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 52% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 92 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1900 92 poços
Poços com teste de vazão562 de 562
Distribuição das profundidades em São João da Ponte 11,5 m mínimo 76 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São João da Ponte por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 46 · 15% 50-100 m 199 · 63% 100-150 m 65 · 21% 150-200 m 6 · 2% acima de 200 m 1
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São João da Ponte 92 1900 8 1950 19 1960 29 1970 38 1980 51 1990 31 2000 79 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São João da Ponte. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 92 · 26% Abastecimento múltiplo 68 · 19% Pecuária 53 · 15% Sem uso 52 · 15% Abastecimento doméstico 46 · 13% Irrigação 45 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 99 poços
  • Fissural — 92 poços
  • Poroso — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 103 poços
  • Formação Lagoa do Jacare — 78 poços
  • Grupo Bambuí — 10 poços
  • Cretáceo — 5 poços
  • Formacao Urucuia — 3 poços
  • Grupo Areado — 1 poço

O território e o subsolo de São João da Ponte

São João da Ponte tem 23.930 habitantes distribuídos em 1.851,1 km², o que dá 12,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montes Claros.

No Censo 2022, 812 dos 7.897 domicílios de São João da Ponte — 10,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 739 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 566 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São João da Ponte

Com base em 764 poços cadastrados num raio de 30 km de São João da Ponte - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 121 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 4,6 m³/h e 17,6 m³/h), sobre 170 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (49% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São João da Ponte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 764 poços no raio, contra 562 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
27,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 170 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São João da Ponte: 72/100

72 de 100

Confiança: amostra alta764 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 84peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 66peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São João da Ponte costumam descer

  • até 50 m 13%57
  • 50 a 100 m 62%276
  • 100 a 150 m 23%101
  • acima de 150 m 2%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 8,3 m³/h 85 m 14489 com teste
Formação Lagoa do Jacare 13,0 m³/h 78 m 13651 com teste
Grupo Bambuí 120,0 m³/h 87 m 101 com teste
Coluvião 6,0 m³/h 51 m 102 com teste
Cretáceo 2,0 m³/h 81 m 53 com teste
Formacao Urucuia 1,2 m³/h 94 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m38 poços Formação Lagoa do Jacare 20 · Subgrupo Paraopeba 11 · Coluvião 5
  • 50 a 100 m198 poços Subgrupo Paraopeba 95 · Formação Lagoa do Jacare 86 · Cretáceo 4
  • 100 a 150 m69 poços Subgrupo Paraopeba 35 · Formação Lagoa do Jacare 28 · Grupo Bambuí 5
  • acima de 150 m7 poços Subgrupo Paraopeba 3 · Formação Lagoa do Jacare 2 · Cretáceo 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São João da Ponte?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São João da Ponte.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.