Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Gotardo - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Gotardo, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • grupo mata da corda
  • 35poços cadastrados
  • 106,1 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 22,3 mnível estático médio

Como são os poços em São Gotardo - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em São Gotardo - MG. A profundidade média é de 106,1 m e a mediana, 80 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Mata da Corda. No Censo 2022, 530 dos 14.386 domicílios do município — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
106,1 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
22,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Mata da Corda
Ante a média do estado
9,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
40.910 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
530 (3,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em São Gotardo, com profundidade média de 106,1 m (mediana de 80 m, variando de 45,5 m a 193 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Mata da Corda, presente em 81% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Gotardo é 9,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em São Gotardo

Poços cadastrados em São Gotardo - MG
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média106,1 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade45,5 m a 193 m
Nível estático médio22,3 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,8 m 25 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 24 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 57% dos registros
Rocha predominanteGrupo Mata da Corda 81% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 9 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em São Gotardo 45,5 m mínimo 80 m mediana 193 m máximo
Metade dos poços fica entre 75 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Gotardo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 19 · 56% 100-150 m 8 · 24% 150-200 m 6 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Gotardo 9 1970 5 1980 4 1990 5 2000 8 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Gotardo. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 6 · 43% Abastecimento doméstico 5 · 36% Pecuária 2 · 14% Irrigação 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços
  • Fissural — 6 poços
  • Carstico — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Mata da Corda — 17 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 2 poços
  • Grupo Bambuí — 2 poços

O território e o subsolo de São Gotardo

São Gotardo tem 40.910 habitantes distribuídos em 866,1 km², o que dá 47,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patos de Minas.

No Censo 2022, 530 dos 14.386 domicílios de São Gotardo — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 489 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 811 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São Gotardo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Gotardo

Com base em 76 poços cadastrados num raio de 30 km de São Gotardo - MG, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 153 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 6,3 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 16,5 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (49% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Gotardo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 76 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
6,3 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
2,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Gotardo: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta76 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 41peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 21peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Gotardo costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 54%37
  • 100 a 150 m 33%23
  • acima de 150 m 12%8

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Mata da Corda 13,0 m³/h 100 m 3122 com teste
Grupo Bambuí 3,0 m³/h 150 m 62 com teste
Formação Serra da Saudade sem teste 210 m 3
Subgrupo Paraopeba 17,0 m³/h 80 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m20 poços Grupo Mata da Corda 16 · Subgrupo Paraopeba 3 · Formação Serra da Saudade 1
  • 100 a 150 m17 poços Grupo Mata da Corda 11 · Grupo Bambuí 6
  • acima de 150 m5 poços Grupo Mata da Corda 3 · Formação Serra da Saudade 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Gotardo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Gotardo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.