Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santana de Pirapama - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santana de Pirapama, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 12poços cadastrados
  • 100,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 7,7 mnível estático médio

Como são os poços em Santana de Pirapama - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Santana de Pirapama - MG. A profundidade média é de 100,4 m e a mediana, 100 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 1.212 dos 2.770 domicílios do município — 43,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
100,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
7,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
3,6 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
7.030 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.212 (43,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Santana de Pirapama, com profundidade média de 100,4 m (mediana de 100 m, variando de 46 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santana de Pirapama é 3,6 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Santana de Pirapama

Poços cadastrados em Santana de Pirapama - MG
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média100,4 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade46 m a 150 m
Nível estático médio7,7 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio63,8 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 83% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 83% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Santana de Pirapama 46 m mínimo 100 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santana de Pirapama por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 18% 50-100 m 4 · 36% 100-150 m 5 · 45%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santana de Pirapama 1 1950 1 1960 1 1970 5 2000 2 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santana de Pirapama. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 56% Abastecimento doméstico 3 · 33% Irrigação 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 5 poços
  • Grupo Bambuí — 1 poço

O território e o subsolo de Santana de Pirapama

Santana de Pirapama tem 7.030 habitantes distribuídos em 1.255,8 km², o que dá 5,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sete Lagoas, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 1.212 dos 2.770 domicílios de Santana de Pirapama — 43,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 351 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.451 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santana de Pirapama

Com base em 38 poços cadastrados num raio de 30 km de Santana de Pirapama - MG, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 150 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 8,7 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 17 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santana de Pirapama se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 38 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
8,7 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
1,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 17 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santana de Pirapama: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra média38 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 64peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santana de Pirapama costumam descer

  • até 50 m 10%3
  • 50 a 100 m 50%15
  • 100 a 150 m 40%12
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 4,9 m³/h 65 m 104 com teste
Formação Serra de Santa Helena 8,7 m³/h 68 m 76 com teste
Grupo Bambuí 23,9 m³/h 150 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Subgrupo Paraopeba 3
  • 50 a 100 m8 poços Subgrupo Paraopeba 4 · Formação Serra de Santa Helena 4
  • 100 a 150 m9 poços Formação Serra de Santa Helena 3 · Grupo Bambuí 3 · Subgrupo Paraopeba 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santana de Pirapama?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santana de Pirapama.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.