Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Olhos-d'Água - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Olhos-d'Água, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico superior
  • 31poços cadastrados
  • 103,5 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 6,6 mnível estático médio

Como são os poços em Olhos-d'Água - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Olhos-d'Água - MG. A profundidade média é de 103,5 m e a mediana, 90 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Superior. No Censo 2022, 178 dos 1.943 domicílios do município — 9,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
103,5 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
6,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Superior
Ante a média do estado
6,7 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
5.385 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
178 (9,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Olhos-d'Água, com profundidade média de 103,5 m (mediana de 90 m, variando de 66 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Superior, presente em 54% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Olhos-d'Água é 6,7 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Olhos-d'Água

Poços cadastrados em Olhos-d'Água - MG
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média103,5 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade66 m a 150 m
Nível estático médio6,6 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,3 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Superior 54% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 8 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Olhos-d'Água 66 m mínimo 90 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Olhos-d'Água por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 9 · 69% 100-150 m 4 · 31%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Olhos-d'Água 1 1970 1 1980 3 1990 8 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Olhos-d'Água. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 50% Abastecimento urbano 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços
  • Poroso — 2 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Superior — 7 poços
  • Grupo Macaúbas — 3 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 1 poço
  • Formação Chapada Acauã — 1 poço
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço

O território e o subsolo de Olhos-d'Água

Olhos-d'Água tem 5.385 habitantes distribuídos em 2.092,1 km², o que dá 2,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montes Claros.

No Censo 2022, 178 dos 1.943 domicílios de Olhos-d'Água — 9,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 175 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 586 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Olhos-d'Água

Com base em 93 poços cadastrados num raio de 30 km de Olhos-d'Água - MG, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 127 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 9,7 m³/h (metade dos poços entre 5,6 m³/h e 18,1 m³/h), sobre 26 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Olhos-d'Água se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 93 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
9,7 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
3,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 26 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Olhos-d'Água: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta93 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 25peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 48peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Olhos-d'Água costumam descer

  • até 50 m 5%2
  • 50 a 100 m 72%28
  • 100 a 150 m 21%8
  • acima de 150 m 3%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 9,4 m³/h 90 m 128 com teste
Formação Lagoa do Jacare 19,8 m³/h 86 m 117 com teste
Grupo Macaúbas 1,6 m³/h 125 m 43 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 6,9 m³/h 91 m 44 com teste
Subgrupo Paraopeba 4,3 m³/h 82 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m26 poços Proterozoico Superior 10 · Formação Lagoa do Jacare 5 · Subgrupo Paraopeba 3
  • 100 a 150 m8 poços Formação Lagoa do Jacare 4 · Proterozoico Superior 2 · Grupo Macaúbas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Olhos-d'Água?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Olhos-d'Água.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.