Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Morro da Garça - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Morro da Garça, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação serra de santa helena
  • 19poços cadastrados
  • 102,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 16,5 mnível estático médio

Como são os poços em Morro da Garça - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Morro da Garça - MG. A profundidade média é de 102,7 m e a mediana, 100 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra de Santa Helena. No Censo 2022, 278 dos 917 domicílios do município — 30,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
102,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
16,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra de Santa Helena
Ante a média do estado
5,9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
2.411 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
278 (30,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Morro da Garça, com profundidade média de 102,7 m (mediana de 100 m, variando de 35 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra de Santa Helena, presente em 46% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Morro da Garça é 5,9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Morro da Garça

Poços cadastrados em Morro da Garça - MG
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média102,7 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade35 m a 150 m
Nível estático médio16,5 m 17 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,2 m 15 poços com o dado
Vazão específica média4,6 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra de Santa Helena 46% dos registros
Uso mais comumPecuária 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 4 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Morro da Garça 35 m mínimo 100 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 133 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Morro da Garça por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 6% 50-100 m 9 · 50% 100-150 m 8 · 44%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Morro da Garça 1 1960 4 1970 3 1990 4 2000 3 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Morro da Garça. Valores em poços. Pecuária 2 · 40% Abastecimento doméstico 1 · 20% Irrigação 1 · 20% Outros (lazer,etc.) 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 13 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra de Santa Helena — 6 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 5 poços
  • Formação Lagoa do Jacare — 2 poços

O território e o subsolo de Morro da Garça

Morro da Garça tem 2.411 habitantes distribuídos em 414,8 km², o que dá 5,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curvelo, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 278 dos 917 domicílios de Morro da Garça — 30,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 252 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 173 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Morro da Garça

Com base em 142 poços cadastrados num raio de 30 km de Morro da Garça - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 85 m. A vazão mediana calculada é de 15,7 m³/h (metade dos poços entre 8,0 m³/h e 55,3 m³/h), sobre 85 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Morro da Garça se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 142 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

85 mprofundidade mediana
15,7 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
5,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 85 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Morro da Garça: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta142 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 35peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 73peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 61peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Morro da Garça costumam descer

  • até 50 m 5%7
  • 50 a 100 m 60%77
  • 100 a 150 m 27%34
  • acima de 150 m 8%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra de Santa Helena 36,0 m³/h 82 m 3833 com teste
Subgrupo Paraopeba 12,0 m³/h 70 m 3317 com teste
Formação Serra da Saudade 26,8 m³/h 150 m 118 com teste
Formação Lagoa do Jacare 20,6 m³/h 146 m 33 com teste
Grupo Bambuí 13,6 m³/h 204 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Subgrupo Paraopeba 6 · Formação Serra de Santa Helena 1
  • 50 a 100 m50 poços Formação Serra de Santa Helena 28 · Subgrupo Paraopeba 21 · Formação Serra da Saudade 1
  • 100 a 150 m23 poços Formação Serra de Santa Helena 8 · Subgrupo Paraopeba 6 · Formação Serra da Saudade 6
  • acima de 150 m8 poços Formação Serra da Saudade 4 · Grupo Bambuí 3 · Formação Serra de Santa Helena 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Morro da Garça?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Morro da Garça.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.