Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Monte Carmelo - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Monte Carmelo, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo araxá
  • 109poços cadastrados
  • 99,5 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 12,5 mnível estático médio

Como são os poços em Monte Carmelo - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 109 poços em Monte Carmelo - MG. A profundidade média é de 99,5 m e a mediana, 100 m, medida em 69 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Araxá. No Censo 2022, 1.507 dos 18.237 domicílios do município — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
109
Profundidade média
99,5 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
12,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Araxá
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
47.692 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.507 (8,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 109 poços em Monte Carmelo, com profundidade média de 99,5 m (mediana de 100 m, variando de 14,2 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Araxá, presente em 48% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Monte Carmelo é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Monte Carmelo

Poços cadastrados em Monte Carmelo - MG
Poços no cadastro nacional109 poços
Profundidade média99,5 m 69 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade14,2 m a 250 m
Nível estático médio12,5 m 54 poços com o dado
Nível dinâmico médio63 m 56 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 51 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 71% dos registros
Rocha predominanteGrupo Araxá 48% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 34 poços
Poços com teste de vazão109 de 109
Distribuição das profundidades em Monte Carmelo 14,2 m mínimo 100 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 124 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Monte Carmelo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 13% 50-100 m 30 · 43% 100-150 m 22 · 32% 150-200 m 6 · 9% acima de 200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Monte Carmelo 10 1970 2 1980 4 1990 11 2000 34 2010 8 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Monte Carmelo. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 21 · 30% Abastecimento doméstico 20 · 29% Irrigação 17 · 25% Abastecimento industrial 4 · 6% Pecuária 4 · 6% Abastecimento urbano 3 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 15 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Araxá — 11 poços
  • Formação Marília — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Jurássico — 3 poços
  • Grupo Bauru — 2 poços
  • Complexo Barbacena — 1 poço

O território e o subsolo de Monte Carmelo

Monte Carmelo tem 47.692 habitantes distribuídos em 1.343,0 km², o que dá 35,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Monte Carmelo, na região intermediária de Uberlândia.

No Censo 2022, 1.507 dos 18.237 domicílios de Monte Carmelo — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 922 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.450 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Monte Carmelo

Com base em 180 poços cadastrados num raio de 30 km de Monte Carmelo - MG, 80% deles foram concluídos entre 44 m e 162 m, com profundidade mediana de 85 m. A vazão mediana calculada é de 7,3 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 14,7 m³/h), sobre 83 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Monte Carmelo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 180 poços no raio, contra 109 poços dentro do município.

85 mprofundidade mediana
7,3 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
6,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 83 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Monte Carmelo: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta180 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 50peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 42peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 38peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 61peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 45peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Monte Carmelo costumam descer

  • até 50 m 15%18
  • 50 a 100 m 50%61
  • 100 a 150 m 21%26
  • acima de 150 m 13%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Araxá 4,7 m³/h 75 m 1411 com teste
Formação Marília 8,6 m³/h 180 m 73 com teste
Grupo Bauru 18,1 m³/h 72 m 54 com teste
Jurássico 12,2 m³/h 100 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m20 poços Grupo Araxá 9 · Grupo Bauru 3 · Jurássico 2
  • 100 a 150 m5 poços Grupo Araxá 2 · Formação Serra Geral 1 · Grupo Bauru 1
  • acima de 150 m9 poços Formação Marília 5 · Grupo Bauru 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Monte Carmelo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Monte Carmelo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.