Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Juiz de Fora - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Juiz de Fora, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo juiz de fora
  • 58poços cadastrados
  • 101,1 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 12,8 mnível estático médio

Como são os poços em Juiz de Fora - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 58 poços em Juiz de Fora - MG. A profundidade média é de 101,1 m e a mediana, 100 m, medida em 49 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Juiz de Fora. No Censo 2022, 4.473 dos 210.953 domicílios do município — 2,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
58
Profundidade média
101,1 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
12,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Juiz de Fora
Ante a média do estado
4,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
540.756 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.473 (2,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 58 poços em Juiz de Fora, com profundidade média de 101,1 m (mediana de 100 m, variando de 18 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Juiz de Fora, presente em 54% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Juiz de Fora é 4,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Juiz de Fora

Poços cadastrados em Juiz de Fora - MG
Poços no cadastro nacional58 poços
Profundidade média101,1 m 49 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade18 m a 300 m
Nível estático médio12,8 m 42 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,4 m 44 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 43 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Juiz de Fora 54% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 22 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 30 poços
Poços com teste de vazão58 de 58
Distribuição das profundidades em Juiz de Fora 18 m mínimo 100 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 76 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Juiz de Fora por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 8% 50-100 m 21 · 43% 100-150 m 20 · 41% 150-200 m 3 · 6% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Juiz de Fora 1 1970 1 1980 6 1990 30 2000 9 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Juiz de Fora. Valores em poços. Abastecimento doméstico 22 · 40% Abastecimento industrial 14 · 25% Abastecimento múltiplo 8 · 15% Outros (lazer,etc.) 7 · 13% Abastecimento urbano 2 · 4% Irrigação 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 34 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Juiz de Fora — 20 poços
  • Grupo Andrelândia — 7 poços
  • Complexo Andrelândia — 7 poços
  • Proterozoico Inferior — 3 poços

O território e o subsolo de Juiz de Fora

Juiz de Fora tem 540.756 habitantes distribuídos em 1.435,7 km², o que dá 376,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Juiz de Fora, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 4.473 dos 210.953 domicílios de Juiz de Fora — 2,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.374 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.926 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Juiz de Fora, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Juiz de Fora

Com base em 89 poços cadastrados num raio de 30 km de Juiz de Fora - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 5,8 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 57 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Juiz de Fora se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 89 poços no raio, contra 58 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
5,8 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
3,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 57 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Juiz de Fora: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta89 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 24peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 43peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Juiz de Fora costumam descer

  • até 50 m 8%6
  • 50 a 100 m 40%29
  • 100 a 150 m 42%31
  • acima de 150 m 10%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Juiz de Fora 5,8 m³/h 102 m 3833 com teste
Complexo Andrelândia 4,5 m³/h 103 m 77 com teste
Grupo Andrelândia 4,8 m³/h 102 m 77 com teste
Proterozoico Inferior 12,0 m³/h 103 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Andrelândia 1 · Complexo Andrelândia 1 · Complexo Juiz de Fora 1
  • 50 a 100 m22 poços Complexo Juiz de Fora 16 · Complexo Andrelândia 2 · Grupo Andrelândia 2
  • 100 a 150 m28 poços Complexo Juiz de Fora 19 · Complexo Andrelândia 4 · Proterozoico Inferior 3
  • acima de 150 m4 poços Complexo Juiz de Fora 2 · Grupo Andrelândia 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Juiz de Fora?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Juiz de Fora.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.