Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Fortaleza de Minas - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Fortaleza de Minas, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo campos gerais
  • 5poços cadastrados
  • 84,3 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 3,7 mnível estático médio

Como são os poços em Fortaleza de Minas - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Fortaleza de Minas - MG. A profundidade média é de 84,3 m e a mediana, 84 m, medida em 3 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Campos Gerais. No Censo 2022, 96 dos 1.390 domicílios do município — 6,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
84,3 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
3,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Campos Gerais
Ante a média do estado
12,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
3.477 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
96 (6,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Fortaleza de Minas, com profundidade média de 84,3 m (mediana de 84 m, variando de 79 m a 90 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Campos Gerais, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Fortaleza de Minas é 12,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Fortaleza de Minas

Poços cadastrados em Fortaleza de Minas - MG
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média84,3 m 3 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade79 m a 90 m
Nível estático médio3,7 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,7 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Campos Gerais 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1980 3 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Fortaleza de Minas 79 m mínimo 84 m mediana 90 m máximo
Metade dos poços fica entre 79 m e 90 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Fortaleza de Minas por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Fortaleza de Minas. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Campos Gerais — 3 poços

O território e o subsolo de Fortaleza de Minas

Fortaleza de Minas tem 3.477 habitantes distribuídos em 218,8 km², o que dá 15,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Passos, na região intermediária de Varginha.

No Censo 2022, 96 dos 1.390 domicílios de Fortaleza de Minas — 6,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 93 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 220 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Fortaleza de Minas

Com base em 90 poços cadastrados num raio de 30 km de Fortaleza de Minas - MG, 80% deles foram concluídos entre 44 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 5,4 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 11,1 m³/h), sobre 50 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Fortaleza de Minas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 90 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
5,4 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
3,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 50 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Fortaleza de Minas: 33/100

33 de 100

Confiança: amostra alta90 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 24peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 27peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Fortaleza de Minas costumam descer

  • até 50 m 12%9
  • 50 a 100 m 53%41
  • 100 a 150 m 29%22
  • acima de 150 m 6%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Araxá 2,0 m³/h 80 m 2216 com teste
Complexo Campos Gerais 7,9 m³/h 84 m 53 com teste
Complexo Petúnia 11,4 m³/h 91 m 44 com teste
Grupo Andrelândia 10,5 m³/h 101 m 44 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 25,2 m³/h 150 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Grupo Araxá 5
  • 50 a 100 m23 poços Grupo Araxá 12 · Complexo Campos Gerais 5 · Complexo Petúnia 3
  • 100 a 150 m11 poços Grupo Araxá 4 · Complexo Varginha-Guaxupe 3 · Grupo Andrelândia 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Fortaleza de Minas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Fortaleza de Minas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.