Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Florestal - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Florestal, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 12poços cadastrados
  • 110 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 5,3 mnível estático médio

Como são os poços em Florestal - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Florestal - MG. A profundidade média é de 110 m e a mediana, 100 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 424 dos 3.019 domicílios do município — 14% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
110 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
5,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
13,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
8.045 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
424 (14%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Florestal, com profundidade média de 110 m (mediana de 100 m, variando de 68 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Florestal é 13,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Florestal

Poços cadastrados em Florestal - MG
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média110 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade68 m a 180 m
Nível estático médio5,3 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,6 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 86% dos registros
Rocha predominanteArqueano 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 3 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Florestal 68 m mínimo 100 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 86 m e 144 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Florestal por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 64% 100-150 m 3 · 27% 150-200 m 1 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Florestal 1 1970 3 1980 3 2000 2 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Florestal. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 50% Pecuária 1 · 25% Irrigação 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 6 poços
  • Supergrupo Rio das Velhas — 1 poço
  • Grupo Nova Lima — 1 poço

O território e o subsolo de Florestal

Florestal tem 8.045 habitantes distribuídos em 194,2 km², o que dá 41,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 424 dos 3.019 domicílios de Florestal — 14% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 202 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 532 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Florestal

Com base em 422 poços cadastrados num raio de 30 km de Florestal - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 205 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 255 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Florestal se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 422 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
14,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 255 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Florestal: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta422 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 60peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Florestal costumam descer

  • até 50 m 5%20
  • 50 a 100 m 40%148
  • 100 a 150 m 36%133
  • acima de 150 m 19%69

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Divinópolis 15,0 m³/h 180 m 9646 com teste
Complexo Belo Horizonte 10,5 m³/h 102 m 5141 com teste
Arqueano 9,0 m³/h 110 m 4135 com teste
Grupo Nova Lima 15,1 m³/h 110 m 2421 com teste
Grupo Sabará 16,5 m³/h 96 m 169 com teste
Supergrupo Rio das Velhas 4,1 m³/h 150 m 84 com teste
Supergrupo Minas 5,1 m³/h 102 m 44 com teste
Proterozoico Inferior 7,2 m³/h 132 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Grupo Nova Lima 2 · Complexo Belo Horizonte 1 · Supergrupo Rio das Velhas 1
  • 50 a 100 m84 poços Complexo Belo Horizonte 23 · Arqueano 19 · Complexo Divinópolis 17
  • 100 a 150 m98 poços Complexo Belo Horizonte 26 · Complexo Divinópolis 21 · Arqueano 19
  • acima de 150 m62 poços Complexo Divinópolis 57 · Arqueano 2 · Complexo Belo Horizonte 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Florestal?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Florestal.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.