Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Curvelo - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Curvelo, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação serra de santa helena
  • 148poços cadastrados
  • 97,2 mprofundidade média
  • 94 mprofundidade mediana
  • 13,5 mnível estático médio

Como são os poços em Curvelo - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 148 poços em Curvelo - MG. A profundidade média é de 97,2 m e a mediana, 94 m, medida em 134 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra de Santa Helena. No Censo 2022, 2.714 dos 29.782 domicílios do município — 9,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
148
Profundidade média
97,2 m
Profundidade mediana
94 m
Nível estático médio
13,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra de Santa Helena
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
80.665 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.714 (9,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 148 poços em Curvelo, com profundidade média de 97,2 m (mediana de 94 m, variando de 12 m a 230 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra de Santa Helena, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Curvelo é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Curvelo

Poços cadastrados em Curvelo - MG
Poços no cadastro nacional148 poços
Profundidade média97,2 m 134 poços com o dado
Profundidade mediana94 m
Faixa de profundidade12 m a 230 m
Nível estático médio13,5 m 96 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,6 m 90 poços com o dado
Vazão específica média12,9 m³/h por metro 87 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 71% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra de Santa Helena 45% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 32 poços
Poços com teste de vazão148 de 148
Distribuição das profundidades em Curvelo 12 m mínimo 94 m mediana 230 m máximo
Metade dos poços fica entre 79 m e 117 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Curvelo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 4% 50-100 m 83 · 62% 100-150 m 37 · 28% 150-200 m 5 · 4% acima de 200 m 3 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Curvelo 1 1940 3 1960 32 1970 12 1980 26 1990 24 2000 25 2010 11 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Curvelo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 19 · 39% Pecuária 16 · 33% Abastecimento industrial 5 · 10% Abastecimento urbano 4 · 8% Irrigação 3 · 6% Outros (lazer,etc.) 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 67 poços
  • Carstico — 16 poços
  • Poroso — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra de Santa Helena — 42 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 35 poços
  • Formação Serra da Saudade — 11 poços
  • Grupo Bambuí — 5 poços
  • Formação Lagoa do Jacare — 1 poço

O território e o subsolo de Curvelo

Curvelo tem 80.665 habitantes distribuídos em 3.296,2 km², o que dá 24,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curvelo, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 2.714 dos 29.782 domicílios de Curvelo — 9,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.243 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.093 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Curvelo

Com base em 142 poços cadastrados num raio de 30 km de Curvelo - MG, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 150 m, com profundidade mediana de 87 m. A vazão mediana calculada é de 17,9 m³/h (metade dos poços entre 9,7 m³/h e 51,6 m³/h), sobre 84 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Curvelo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 142 poços no raio, contra 148 poços dentro do município.

87 mprofundidade mediana
17,9 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
5,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 84 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Curvelo: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta142 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 95peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 35peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 74peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 60peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Curvelo costumam descer

  • até 50 m 9%11
  • 50 a 100 m 60%75
  • 100 a 150 m 24%30
  • acima de 150 m 8%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra de Santa Helena 30,1 m³/h 82 m 4437 com teste
Subgrupo Paraopeba 13,0 m³/h 68 m 2814 com teste
Formação Serra da Saudade 26,8 m³/h 150 m 118 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Subgrupo Paraopeba 9 · Formação Serra de Santa Helena 2
  • 50 a 100 m49 poços Formação Serra de Santa Helena 32 · Subgrupo Paraopeba 16 · Formação Serra da Saudade 1
  • 100 a 150 m19 poços Formação Serra de Santa Helena 9 · Formação Serra da Saudade 6 · Subgrupo Paraopeba 3
  • acima de 150 m7 poços Formação Serra da Saudade 4 · Grupo Bambuí 2 · Formação Serra de Santa Helena 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Curvelo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Curvelo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.