Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arceburgo - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arceburgo, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 16poços cadastrados
  • 93,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 7,4 mnível estático médio

Como são os poços em Arceburgo - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 16 poços em Arceburgo - MG. A profundidade média é de 93,4 m e a mediana, 100 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 159 dos 3.368 domicílios do município — 4,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
16
Profundidade média
93,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
7,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
3,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
9.177 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
159 (4,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 16 poços em Arceburgo, com profundidade média de 93,4 m (mediana de 100 m, variando de 58,6 m a 132 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arceburgo é 3,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Arceburgo

Poços cadastrados em Arceburgo - MG
Poços no cadastro nacional16 poços
Profundidade média93,4 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade58,6 m a 132 m
Nível estático médio7,4 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,4 m 12 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 5 poços
Poços com teste de vazão16 de 16
Distribuição das profundidades em Arceburgo 58,6 m mínimo 100 m mediana 132 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arceburgo por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 8 · 62% 100-150 m 5 · 38%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arceburgo 3 1970 3 1980 5 1990 1 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arceburgo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 67% Pecuária 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 10 poços

O território e o subsolo de Arceburgo

Arceburgo tem 9.177 habitantes distribuídos em 162,9 km², o que dá 56,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guaxupé, na região intermediária de Varginha.

No Censo 2022, 159 dos 3.368 domicílios de Arceburgo — 4,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 142 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 319 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Arceburgo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arceburgo

Com base em 230 poços cadastrados num raio de 30 km de Arceburgo - MG, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 204 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 13,7 m³/h), sobre 110 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (72% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arceburgo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 230 poços no raio, contra 16 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
8,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 110 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arceburgo: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta230 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 49peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arceburgo costumam descer

  • até 50 m 9%18
  • 50 a 100 m 43%86
  • 100 a 150 m 29%59
  • acima de 150 m 19%39

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 10,3 m³/h 100 m 4635 com teste
Formação Aquidauana 6,3 m³/h 82 m 3228 com teste
Grupo Itararé 18,2 m³/h 400 m 1212 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 4,8 m³/h 60 m 95 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 13,2 m³/h 60 m 81 com teste
Terciário-Quaternário 2,7 m³/h 97 m 55 com teste
Formação Serra Geral 6,3 m³/h 147 m 55 com teste
Grupo Andrelândia 11,1 m³/h 95 m 52 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Complexo Granito-Gnáissico 3 · Formação Aquidauana 2 · Complexo Varginha-Guaxupe 2
  • 50 a 100 m65 poços Complexo Varginha-Guaxupe 26 · Formação Aquidauana 21 · Complexo Metamórfico-Migmatítico 7
  • 100 a 150 m31 poços Complexo Varginha-Guaxupe 11 · Formação Aquidauana 8 · Grupo Itararé 3
  • acima de 150 m22 poços Grupo Itararé 9 · Complexo Varginha-Guaxupe 7 · Complexo Granito-Gnáissico 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arceburgo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arceburgo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.