Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Timbiras - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Timbiras, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 31poços cadastrados
  • 76,1 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 11,3 mnível estático médio

Como são os poços em Timbiras - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Timbiras - MA. A profundidade média é de 76,1 m e a mediana, 80 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 3.065 dos 7.575 domicílios do município — 40,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
76,1 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
11,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
33,1 m mais raso que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
26.484 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.065 (40,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Timbiras, com profundidade média de 76,1 m (mediana de 80 m, variando de 22 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Timbiras é 33,1 m mais raso que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Timbiras

Poços cadastrados em Timbiras - MA
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média76,1 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade22 m a 100 m
Nível estático médio11,3 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio48 m 1 poço com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 10 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Timbiras 22 m mínimo 80 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 64 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Timbiras por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 13% 50-100 m 13 · 87%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Timbiras 10 1990 3 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Timbiras. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 13 · 65% Abastecimento doméstico 3 · 15% Doméstico/irrigação/animal 2 · 10% Abastecimento urbano 1 · 5% Irrigação 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 4 poços

O território e o subsolo de Timbiras

Timbiras tem 26.484 habitantes distribuídos em 1.486,6 km², o que dá 17,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Codó, na região intermediária de Caxias.

No Censo 2022, 3.065 dos 7.575 domicílios de Timbiras — 40,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.694 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.158 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Timbiras

Com base em 57 poços cadastrados num raio de 30 km de Timbiras - MA, 80% deles foram concluídos entre 44 m e 130 m, com profundidade mediana de 95 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 5,5 m³/h e 11,0 m³/h), sobre 11 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Timbiras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 57 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

95 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
2,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 11 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Timbiras: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra média57 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 15peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 96peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Timbiras costumam descer

  • até 50 m 12%4
  • 50 a 100 m 64%21
  • 100 a 150 m 24%8
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Timbiras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Timbiras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.