Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Inês - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Inês, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 236poços cadastrados
  • 117,4 mprofundidade média
  • 110 mprofundidade mediana
  • 25 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Inês - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 236 poços em Santa Inês - MA. A profundidade média é de 117,4 m e a mediana, 110 m, medida em 168 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 3.651 dos 26.886 domicílios do município — 13,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
236
Profundidade média
117,4 m
Profundidade mediana
110 m
Nível estático médio
25 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
8,2 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
85.014 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.651 (13,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 236 poços em Santa Inês, com profundidade média de 117,4 m (mediana de 110 m, variando de 30 m a 278 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 81% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Inês é 8,2 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Santa Inês

Poços cadastrados em Santa Inês - MA
Poços no cadastro nacional236 poços
Profundidade média117,4 m 168 poços com o dado
Profundidade mediana110 m
Faixa de profundidade30 m a 278 m
Nível estático médio25 m 81 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,2 m 81 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 75 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 81% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 100 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 109 poços
Poços com teste de vazão236 de 236
Distribuição das profundidades em Santa Inês 30 m mínimo 110 m mediana 278 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Inês por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 5% 50-100 m 64 · 38% 100-150 m 71 · 42% 150-200 m 17 · 10% acima de 200 m 8 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Inês 1 1960 9 1980 3 1990 109 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Inês. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 100 · 52% Abastecimento doméstico 66 · 35% Abastecimento urbano 13 · 7% Outros (lazer,etc.) 8 · 4% Abastecimento industrial 2 · 1% Abastecimento doméstico/animal 2 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 48 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 47 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 10 poços
  • Formação Itaparica — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Inês

Santa Inês tem 85.014 habitantes distribuídos em 786,7 km², o que dá 108,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Inês, na região intermediária de Santa Inês - Bacabal.

No Censo 2022, 3.651 dos 26.886 domicílios de Santa Inês — 13,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.523 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.186 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Inês

Com base em 538 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Inês - MA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 151 m, com profundidade mediana de 106 m. A vazão mediana calculada é de 14,0 m³/h (metade dos poços entre 8,5 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 141 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Inês se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 538 poços no raio, contra 236 poços dentro do município.

106 mprofundidade mediana
14,0 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
19,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 141 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Inês: 74/100

74 de 100

Confiança: amostra alta538 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 90peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 74peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 51peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 35peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 96peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Inês costumam descer

  • até 50 m 4%11
  • 50 a 100 m 43%113
  • 100 a 150 m 43%114
  • acima de 150 m 10%27

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Itapecuru 13,1 m³/h 121 m 5855 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 15,3 m³/h 112 m 1817 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m23 poços Formação Itapecuru 16 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7
  • 100 a 150 m43 poços Formação Itapecuru 32 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10 · Formação Itaparica 1
  • acima de 150 m11 poços Formação Itapecuru 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Inês?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Inês.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.