Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Humberto de Campos - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Humberto de Campos, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 48poços cadastrados
  • 45,3 mprofundidade média
  • 40 mprofundidade mediana
  • 14,8 mnível estático médio

Como são os poços em Humberto de Campos - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 48 poços em Humberto de Campos - MA. A profundidade média é de 45,3 m e a mediana, 40 m, medida em 41 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 4.080 dos 6.984 domicílios do município — 58,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
48
Profundidade média
45,3 m
Profundidade mediana
40 m
Nível estático médio
14,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
63,9 m mais raso que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
25.680 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.080 (58,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 48 poços em Humberto de Campos, com profundidade média de 45,3 m (mediana de 40 m, variando de 20 m a 80 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Humberto de Campos é 63,9 m mais raso que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Humberto de Campos

Poços cadastrados em Humberto de Campos - MA
Poços no cadastro nacional48 poços
Profundidade média45,3 m 41 poços com o dado
Profundidade mediana40 m
Faixa de profundidade20 m a 80 m
Nível estático médio14,8 m 35 poços com o dado
Nível dinâmico médio21,3 m 6 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 37 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 26 poços
Poços com teste de vazão48 de 48
Distribuição das profundidades em Humberto de Campos 20 m mínimo 40 m mediana 80 m máximo
Metade dos poços fica entre 37,7 m e 51 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Humberto de Campos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 30 · 73% 50-100 m 11 · 27%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Humberto de Campos 9 1990 26 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Humberto de Campos. Valores em poços. Abastecimento doméstico 37 · 84% Abastecimento múltiplo 4 · 9% Abastecimento doméstico/animal 1 · 2% Abastecimento industrial 1 · 2% Outros (lazer,etc.) 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Grupo Barreiras — 1 poço

O território e o subsolo de Humberto de Campos

Humberto de Campos tem 25.680 habitantes distribuídos em 1.714,6 km², o que dá 15,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barreirinhas, na região intermediária de São Luís.

No Censo 2022, 4.080 dos 6.984 domicílios de Humberto de Campos — 58,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.868 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.495 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Humberto de Campos

Com base em 69 poços cadastrados num raio de 30 km de Humberto de Campos - MA, 80% deles foram concluídos entre 26 m e 80 m, com profundidade mediana de 40 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 5,7 m³/h e 21,5 m³/h), sobre 12 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (67% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Humberto de Campos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 69 poços no raio, contra 48 poços dentro do município.

40 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
2,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 12 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Humberto de Campos: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra média69 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 41peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 96peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 34peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Humberto de Campos costumam descer

  • até 50 m 69%41
  • 50 a 100 m 25%15
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 5%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Humberto de Campos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Humberto de Campos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.