Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Estreito - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Estreito, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • formação sambaíba, grupo balsas
  • 66poços cadastrados
  • 131,8 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 22,4 mnível estático médio

Como são os poços em Estreito - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 66 poços em Estreito - MA. A profundidade média é de 131,8 m e a mediana, 120 m, medida em 57 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Sambaíba, Grupo Balsas. No Censo 2022, 2.467 dos 10.763 domicílios do município — 22,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
66
Profundidade média
131,8 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
22,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Sambaíba, Grupo Balsas
Ante a média do estado
22,6 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
33.294 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.467 (22,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 66 poços em Estreito, com profundidade média de 131,8 m (mediana de 120 m, variando de 40 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Sambaíba, Grupo Balsas, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Estreito é 22,6 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Estreito

Poços cadastrados em Estreito - MA
Poços no cadastro nacional66 poços
Profundidade média131,8 m 57 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade40 m a 250 m
Nível estático médio22,4 m 41 poços com o dado
Nível dinâmico médio36,6 m 35 poços com o dado
Vazão específica média4,5 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 92% dos registros
Rocha predominanteFormação Sambaíba, Grupo Balsas 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 20 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 18 poços
Poços com teste de vazão66 de 66
Distribuição das profundidades em Estreito 40 m mínimo 120 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Estreito por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 14 · 25% 100-150 m 29 · 51% 150-200 m 12 · 21% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Estreito 1 1980 16 1990 18 2000 17 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Estreito. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 20 · 36% Abastecimento doméstico 14 · 25% Abastecimento doméstico/animal 14 · 25% Abastecimento industrial 4 · 7% Outros (lazer,etc.) 2 · 4% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 11 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Sambaíba, Grupo Balsas — 7 poços
  • Formação Samambaia — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Formação Itapecuru — 2 poços
  • Complexo Itapicuru — 1 poço

O território e o subsolo de Estreito

Estreito tem 33.294 habitantes distribuídos em 2.720,3 km², o que dá 12,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Imperatriz.

No Censo 2022, 2.467 dos 10.763 domicílios de Estreito — 22,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.611 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.227 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Estreito

Com base em 115 poços cadastrados num raio de 30 km de Estreito - MA, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 193 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 10,7 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 29,5 m³/h), sobre 54 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Estreito se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 115 poços no raio, contra 66 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
10,7 m³/hvazão mediana calculada
21 mnível estático mediano
4,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 54 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Estreito: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta115 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 80peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 30peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 50peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 9peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Estreito costumam descer

  • até 50 m 3%3
  • 50 a 100 m 26%25
  • 100 a 150 m 52%51
  • acima de 150 m 19%19

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Itapecuru 7,0 m³/h 110 m 66 com teste
Formação Sambaíba, Grupo Balsas 30,2 m³/h 135 m 42 com teste
Formação Samambaia 50,0 m³/h 183 m 43 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 20,0 m³/h 111 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m3 poços Formação Itapecuru 3
  • 100 a 150 m11 poços Formação Sambaíba, Grupo Balsas 3 · Formação Itapecuru 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3
  • acima de 150 m6 poços Formação Samambaia 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Formação Sambaíba, Grupo Balsas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Estreito?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Estreito.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.