Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cururupu - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cururupu, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 30poços cadastrados
  • 62,4 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 17,3 mnível estático médio

Como são os poços em Cururupu - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Cururupu - MA. A profundidade média é de 62,4 m e a mediana, 60 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 2.042 dos 10.031 domicílios do município — 20,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
62,4 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
17,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
46,8 m mais raso que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
31.558 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.042 (20,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Cururupu, com profundidade média de 62,4 m (mediana de 60 m, variando de 28 m a 118 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cururupu é 46,8 m mais raso que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Cururupu

Poços cadastrados em Cururupu - MA
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média62,4 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade28 m a 118 m
Nível estático médio17,3 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,6 m 10 poços com o dado
Vazão específica média3,7 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 20 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 5 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Cururupu 28 m mínimo 60 m mediana 118 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 76 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cururupu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 27% 50-100 m 15 · 68% 100-150 m 1 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cururupu 5 1980 2 1990 3 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cururupu. Valores em poços. Abastecimento urbano 20 · 95% Abastecimento doméstico 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 6 poços

O território e o subsolo de Cururupu

Cururupu tem 31.558 habitantes distribuídos em 1.257,6 km², o que dá 25,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cururupu, na região intermediária de São Luís.

No Censo 2022, 2.042 dos 10.031 domicílios de Cururupu — 20,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.135 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.093 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cururupu

Com base em 112 poços cadastrados num raio de 30 km de Cururupu - MA, 80% deles foram concluídos entre 39 m e 84 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 7,8 m³/h), sobre 30 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cururupu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 112 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
4,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 30 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cururupu: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta112 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 29peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 89peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cururupu costumam descer

  • até 50 m 30%25
  • 50 a 100 m 67%55
  • 100 a 150 m 2%2
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Itapecuru 3
  • 50 a 100 m3 poços Formação Itapecuru 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cururupu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cururupu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.