Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arame - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arame, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 92poços cadastrados
  • 275,9 mprofundidade média
  • 247 mprofundidade mediana
  • 53,2 mnível estático médio

Como são os poços em Arame - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 92 poços em Arame - MA. A profundidade média é de 275,9 m e a mediana, 247 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 53,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 2.790 dos 7.154 domicílios do município — 39% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
92
Profundidade média
275,9 m
Profundidade mediana
247 m
Nível estático médio
53,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
166,7 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
25.517 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.790 (39%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 92 poços em Arame, com profundidade média de 275,9 m (mediana de 247 m, variando de 30 m a 711 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 61% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arame é 166,7 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Arame

Poços cadastrados em Arame - MA
Poços no cadastro nacional92 poços
Profundidade média275,9 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana247 m
Faixa de profundidade30 m a 711 m
Nível estático médio53,2 m 37 poços com o dado
Nível dinâmico médio96,2 m 32 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 61% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 57 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão92 de 92
Distribuição das profundidades em Arame 30 m mínimo 247 m mediana 711 m máximo
Metade dos poços fica entre 180 m e 320 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arame por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 3 · 8% 100-150 m 3 · 8% 150-200 m 10 · 25% acima de 200 m 23 · 57%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arame 1 1970 9 1980 7 1990 10 2000 9 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arame. Valores em poços. Abastecimento urbano 57 · 80% Abastecimento doméstico 5 · 7% Pecuária 5 · 7% Outros (lazer,etc.) 2 · 3% Abastecimento doméstico/animal 1 · 1% Abastecimento múltiplo 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 29 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 27 poços
  • Formação Corda — 8 poços
  • Formação Codó — 6 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços
  • Formação Motuca — 1 poço

O território e o subsolo de Arame

Arame tem 25.517 habitantes distribuídos em 2.976,0 km², o que dá 8,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barra do Corda, na região intermediária de Imperatriz.

No Censo 2022, 2.790 dos 7.154 domicílios de Arame — 39% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.238 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.443 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arame

Com base em 79 poços cadastrados num raio de 30 km de Arame - MA, 80% deles foram concluídos entre 92 m e 447 m, com profundidade mediana de 249 m. A vazão mediana calculada é de 6,1 m³/h (metade dos poços entre 4,9 m³/h e 11,7 m³/h), sobre 22 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arame se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 79 poços no raio, contra 92 poços dentro do município.

249 mprofundidade mediana
6,1 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
2,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 22 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arame: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta79 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 40peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 22peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 0peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 74peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arame costumam descer

  • até 50 m 3%1
  • 50 a 100 m 9%3
  • 100 a 150 m 6%2
  • acima de 150 m 81%26

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m3 poços Formação Itapecuru 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m16 poços Formação Itapecuru 15 · Formação Corda 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arame?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arame.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.