Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Anajatuba - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Anajatuba, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • aluviões
  • 64poços cadastrados
  • 56,1 mprofundidade média
  • 41 mprofundidade mediana
  • 10,4 mnível estático médio

Como são os poços em Anajatuba - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 64 poços em Anajatuba - MA. A profundidade média é de 56,1 m e a mediana, 41 m, medida em 54 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Aluviões. No Censo 2022, 3.193 dos 8.159 domicílios do município — 39,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
64
Profundidade média
56,1 m
Profundidade mediana
41 m
Nível estático médio
10,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Aluviões
Ante a média do estado
53,1 m mais raso que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
25.322 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.193 (39,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 64 poços em Anajatuba, com profundidade média de 56,1 m (mediana de 41 m, variando de 20 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Aluviões, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Anajatuba é 53,1 m mais raso que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Anajatuba

Poços cadastrados em Anajatuba - MA
Poços no cadastro nacional64 poços
Profundidade média56,1 m 54 poços com o dado
Profundidade mediana41 m
Faixa de profundidade20 m a 150 m
Nível estático médio10,4 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio17,1 m 12 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteAluviões 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 47 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 37 poços
Poços com teste de vazão64 de 64
Distribuição das profundidades em Anajatuba 20 m mínimo 41 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 62 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Anajatuba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 33 · 61% 50-100 m 14 · 26% 100-150 m 7 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Anajatuba 3 1980 11 1990 37 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Anajatuba. Valores em poços. Abastecimento doméstico 47 · 81% Abastecimento urbano 7 · 12% Sem uso 3 · 5% Abastecimento doméstico/animal 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Aluviões — 5 poços
  • Formação Itapecuru — 2 poços

O território e o subsolo de Anajatuba

Anajatuba tem 25.322 habitantes distribuídos em 940,5 km², o que dá 26,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itapecuru Mirim, na região intermediária de São Luís.

No Censo 2022, 3.193 dos 8.159 domicílios de Anajatuba — 39,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.439 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.982 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Anajatuba

Com base em 156 poços cadastrados num raio de 30 km de Anajatuba - MA, 80% deles foram concluídos entre 26 m e 150 m, com profundidade mediana de 74 m. A vazão mediana calculada é de 4,5 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 7,7 m³/h), sobre 22 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Anajatuba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 156 poços no raio, contra 64 poços dentro do município.

74 mprofundidade mediana
4,5 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
5,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 22 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Anajatuba: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta156 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 27peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 38peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 49peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 66peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Anajatuba costumam descer

  • até 50 m 38%44
  • 50 a 100 m 41%48
  • 100 a 150 m 16%19
  • acima de 150 m 5%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Itapecuru 4,0 m³/h 128 m 65 com teste
Aluviões 9,0 m³/h 28 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Aluviões 5 · Formação Itapecuru 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Itapecuru 2 · Formação Itamaracá 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Anajatuba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Anajatuba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.