Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Valparaíso de Goiás - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Valparaíso de Goiás, Goiás.

  • aquífero fissural
  • grupo paranoá
  • 82poços cadastrados
  • 140,2 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 17,9 mnível estático médio

Como são os poços em Valparaíso de Goiás - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 82 poços em Valparaíso de Goiás - GO. A profundidade média é de 140,2 m e a mediana, 150 m, medida em 82 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Paranoá. No Censo 2022, 4.441 dos 71.169 domicílios do município — 6,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
82
Profundidade média
140,2 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
17,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Paranoá
Ante a média do estado
40,3 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
198.861 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.441 (6,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 82 poços em Valparaíso de Goiás, com profundidade média de 140,2 m (mediana de 150 m, variando de 22 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Paranoá, presente em 72% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Valparaíso de Goiás é 40,3 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Valparaíso de Goiás

Poços cadastrados em Valparaíso de Goiás - GO
Poços no cadastro nacional82 poços
Profundidade média140,2 m 82 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade22 m a 252 m
Nível estático médio17,9 m 64 poços com o dado
Nível dinâmico médio66,9 m 66 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 66 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 94% dos registros
Rocha predominanteGrupo Paranoá 72% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 36 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 64 poços
Poços com teste de vazão82 de 82
Distribuição das profundidades em Valparaíso de Goiás 22 m mínimo 150 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 108 m e 170 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Valparaíso de Goiás por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 5% 50-100 m 13 · 16% 100-150 m 31 · 38% 150-200 m 28 · 34% acima de 200 m 6 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Valparaíso de Goiás 7 1990 8 2000 64 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Valparaíso de Goiás. Valores em poços. Abastecimento urbano 36 · 55% Abastecimento múltiplo 19 · 29% Sem uso 5 · 8% Abastecimento doméstico 3 · 5% Abastecimento doméstico/irrig. 2 · 3% Outros (lazer,etc.) 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 45 poços
  • Carstico — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Paranoá — 38 poços
  • Corpo Cristalino — 10 poços
  • Grupo Canastra — 3 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço

O território e o subsolo de Valparaíso de Goiás

Valparaíso de Goiás tem 198.861 habitantes distribuídos em 61,5 km², o que dá 3.234,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Luziânia, na região intermediária de Luziânia - Águas Lindas de Goiás.

No Censo 2022, 4.441 dos 71.169 domicílios de Valparaíso de Goiás — 6,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.636 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.526 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Valparaíso de Goiás, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Valparaíso de Goiás

Com base em 334 poços cadastrados num raio de 30 km de Valparaíso de Goiás - GO, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 204 m, com profundidade mediana de 132 m. A vazão mediana calculada é de 12,8 m³/h (metade dos poços entre 7,3 m³/h e 25,0 m³/h), sobre 247 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Valparaíso de Goiás se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 334 poços no raio, contra 82 poços dentro do município.

132 mprofundidade mediana
12,8 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
11,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 247 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Valparaíso de Goiás: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra alta334 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 88peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 60peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 13peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Valparaíso de Goiás costumam descer

  • até 50 m 6%20
  • 50 a 100 m 22%73
  • 100 a 150 m 37%120
  • acima de 150 m 35%115

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Paranoá 14,5 m³/h 140 m 6855 com teste
Grupo Canastra 15,1 m³/h 150 m 5144 com teste
Quaternário 17,1 m³/h 126 m 42 com teste
Formação Paracatu 7,1 m³/h 143 m 44 com teste
Grupo Araxá 6,7 m³/h 150 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m23 poços Grupo Canastra 11 · Grupo Paranoá 11 · Grupo Araxá 1
  • 100 a 150 m57 poços Grupo Paranoá 33 · Grupo Canastra 15 · Quaternário 4
  • acima de 150 m53 poços Grupo Canastra 25 · Grupo Paranoá 24 · Formação Paracatu 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Valparaíso de Goiás?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Valparaíso de Goiás.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.