Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itumbiara - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itumbiara, Goiás.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 122poços cadastrados
  • 116,2 mprofundidade média
  • 115 mprofundidade mediana
  • 26,1 mnível estático médio

Como são os poços em Itumbiara - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 122 poços em Itumbiara - GO. A profundidade média é de 116,2 m e a mediana, 115 m, medida em 121 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 4.223 dos 39.710 domicílios do município — 10,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
122
Profundidade média
116,2 m
Profundidade mediana
115 m
Nível estático médio
26,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
16,3 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
107.970 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.223 (10,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 122 poços em Itumbiara, com profundidade média de 116,2 m (mediana de 115 m, variando de 22 m a 226 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 99% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itumbiara é 16,3 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Itumbiara

Poços cadastrados em Itumbiara - GO
Poços no cadastro nacional122 poços
Profundidade média116,2 m 121 poços com o dado
Profundidade mediana115 m
Faixa de profundidade22 m a 226 m
Nível estático médio26,1 m 110 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,7 m 110 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 110 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 99% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 47 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 88 poços
Poços com teste de vazão122 de 122
Distribuição das profundidades em Itumbiara 22 m mínimo 115 m mediana 226 m máximo
Metade dos poços fica entre 97 m e 144 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itumbiara por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 3% 50-100 m 48 · 40% 100-150 m 50 · 41% 150-200 m 18 · 15% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itumbiara 1 1960 4 1970 1 1980 4 1990 23 2000 88 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itumbiara. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 47 · 44% Abastecimento industrial 21 · 19% Abastecimento urbano 19 · 18% Abastecimento doméstico 11 · 10% Outros (lazer,etc.) 8 · 7% Abastecimento doméstico/animal 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 73 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 72 poços
  • Grupo Araxá — 1 poço

O território e o subsolo de Itumbiara

Itumbiara tem 107.970 habitantes distribuídos em 2.447,0 km², o que dá 44,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itumbiara.

No Censo 2022, 4.223 dos 39.710 domicílios de Itumbiara — 10,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.260 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.590 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itumbiara

Com base em 185 poços cadastrados num raio de 30 km de Itumbiara - GO, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 160 m, com profundidade mediana de 113 m. A vazão mediana calculada é de 7,5 m³/h (metade dos poços entre 4,5 m³/h e 14,8 m³/h), sobre 138 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itumbiara se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 185 poços no raio, contra 122 poços dentro do município.

113 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
6,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 138 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itumbiara: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta185 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 42peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itumbiara costumam descer

  • até 50 m 5%8
  • 50 a 100 m 39%62
  • 100 a 150 m 40%63
  • acima de 150 m 16%26

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m35 poços Formação Serra Geral 35
  • 100 a 150 m37 poços Formação Serra Geral 37
  • acima de 150 m20 poços Formação Serra Geral 20

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itumbiara?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itumbiara.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.