Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cristalina - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cristalina, Goiás.

  • aquífero fissural
  • grupo paranoá
  • 190poços cadastrados
  • 120,6 mprofundidade média
  • 114 mprofundidade mediana
  • 19,8 mnível estático médio

Como são os poços em Cristalina - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 190 poços em Cristalina - GO. A profundidade média é de 120,6 m e a mediana, 114 m, medida em 183 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Paranoá. No Censo 2022, 6.258 dos 21.443 domicílios do município — 29,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
190
Profundidade média
120,6 m
Profundidade mediana
114 m
Nível estático médio
19,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Paranoá
Ante a média do estado
20,7 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
62.337 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6.258 (29,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 190 poços em Cristalina, com profundidade média de 120,6 m (mediana de 114 m, variando de 18 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Paranoá, presente em 70% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cristalina é 20,7 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Cristalina

Poços cadastrados em Cristalina - GO
Poços no cadastro nacional190 poços
Profundidade média120,6 m 183 poços com o dado
Profundidade mediana114 m
Faixa de profundidade18 m a 350 m
Nível estático médio19,8 m 131 poços com o dado
Nível dinâmico médio72,2 m 134 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 134 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 95% dos registros
Rocha predominanteGrupo Paranoá 70% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 67 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 113 poços
Poços com teste de vazão190 de 190
Distribuição das profundidades em Cristalina 18 m mínimo 114 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cristalina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 22 · 12% 50-100 m 53 · 29% 100-150 m 65 · 36% 150-200 m 28 · 15% acima de 200 m 15 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cristalina 1 1980 15 1990 19 2000 113 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cristalina. Valores em poços. Abastecimento doméstico 67 · 38% Abastecimento múltiplo 53 · 30% Abastecimento urbano 26 · 15% Sem uso 16 · 9% Doméstico/irrigação/animal 7 · 4% Outros (lazer,etc.) 6 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 98 poços
  • Poroso — 4 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Paranoá — 77 poços
  • Grupo Canastra — 15 poços
  • Quaternário — 6 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 5 poços
  • Corpo Cristalino — 5 poços
  • Grupo Bambuí — 2 poços

O território e o subsolo de Cristalina

Cristalina tem 62.337 habitantes distribuídos em 6.153,9 km², o que dá 10,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Luziânia, na região intermediária de Luziânia - Águas Lindas de Goiás.

No Censo 2022, 6.258 dos 21.443 domicílios de Cristalina — 29,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.677 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 7.089 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cristalina

Com base em 147 poços cadastrados num raio de 30 km de Cristalina - GO, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 189 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 21,7 m³/h), sobre 99 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cristalina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 147 poços no raio, contra 190 poços dentro do município.

108 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
5,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 99 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cristalina: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta147 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cristalina costumam descer

  • até 50 m 13%19
  • 50 a 100 m 32%46
  • 100 a 150 m 33%47
  • acima de 150 m 21%30

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Paranoá 4,7 m³/h 116 m 7168 com teste
Grupo Canastra 10,9 m³/h 198 m 44 com teste
Quaternário 42,3 m³/h 138 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m24 poços Grupo Paranoá 22 · Corpo Cristalino 1 · Quaternário 1
  • 100 a 150 m28 poços Grupo Paranoá 24 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m27 poços Grupo Paranoá 23 · Grupo Canastra 3 · Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cristalina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cristalina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.