Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Aparecida do Rio Doce - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Aparecida do Rio Doce, Goiás.

  • aquífero fissural
  • grupo bauru
  • 31poços cadastrados
  • 99,9 mprofundidade média
  • 83 mprofundidade mediana
  • 18,1 mnível estático médio

Como são os poços em Aparecida do Rio Doce - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Aparecida do Rio Doce - GO. A profundidade média é de 99,9 m e a mediana, 83 m, medida em 31 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 190 dos 1.099 domicílios do município — 17,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
99,9 m
Profundidade mediana
83 m
Nível estático médio
18,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
2.907 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
190 (17,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Aparecida do Rio Doce, com profundidade média de 99,9 m (mediana de 83 m, variando de 45 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Aparecida do Rio Doce é praticamente igual à média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Aparecida do Rio Doce

Poços cadastrados em Aparecida do Rio Doce - GO
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média99,9 m 31 poços com o dado
Profundidade mediana83 m
Faixa de profundidade45 m a 300 m
Nível estático médio18,1 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,4 m 30 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 30 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 54% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 18 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Aparecida do Rio Doce 45 m mínimo 83 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 73 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Aparecida do Rio Doce por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 6% 50-100 m 21 · 68% 100-150 m 6 · 19% acima de 200 m 2 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Aparecida do Rio Doce 5 1990 18 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Aparecida do Rio Doce. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 17 · 61% Abastecimento doméstico/animal 7 · 25% Abastecimento doméstico 2 · 7% Abastecimento urbano 1 · 4% Doméstico/irrigação/animal 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 11 poços
  • Formação Serra Geral — 10 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Aparecida do Rio Doce

Aparecida do Rio Doce tem 2.907 habitantes distribuídos em 603,3 km², o que dá 4,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio Verde.

No Censo 2022, 190 dos 1.099 domicílios de Aparecida do Rio Doce — 17,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 178 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 209 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Aparecida do Rio Doce

Com base em 72 poços cadastrados num raio de 30 km de Aparecida do Rio Doce - GO, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 125 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 10,4 m³/h (metade dos poços entre 7,0 m³/h e 16,8 m³/h), sobre 70 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Aparecida do Rio Doce se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 72 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
10,4 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
2,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 70 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Aparecida do Rio Doce: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta72 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 78peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Aparecida do Rio Doce costumam descer

  • até 50 m 4%3
  • 50 a 100 m 68%49
  • 100 a 150 m 24%17
  • acima de 150 m 4%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 8,0 m³/h 83 m 1515 com teste
Formação Serra Geral 10,6 m³/h 100 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m13 poços Grupo Bauru 8 · Formação Serra Geral 4 · Terciário-Quaternário 1
  • 100 a 150 m10 poços Grupo Bauru 7 · Quaternário 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Aparecida do Rio Doce?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Aparecida do Rio Doce.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.