Distrito Federal · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Brasília - DF: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Brasília, Distrito Federal.
- aquífero fissural
- grupo paranoá
- 1.187poços cadastrados
- 96,2 mprofundidade média
- 100 mprofundidade mediana
- 21,3 mnível estático médio
Como são os poços em Brasília - DF?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 1.187 poços em Brasília - DF. A profundidade média é de 96,2 m e a mediana, 100 m, medida em 1.105 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Paranoá. No Censo 2022, 56.435 dos 988.191 domicílios do município — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 1.187
- Profundidade média
- 96,2 m
- Profundidade mediana
- 100 m
- Nível estático médio
- 21,3 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Grupo Paranoá
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de Distrito Federal (96,2 m)
- População (Censo 2022)
- 2.817.381 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 56.435 (5,7%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 1.187 poços em Brasília, com profundidade média de 96,2 m (mediana de 100 m, variando de 2,5 m a 1.000 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Paranoá, presente em 85% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Brasília é praticamente igual à média de Distrito Federal (96,2 m).
Números do cadastro em Brasília
| Poços no cadastro nacional | 1.187 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 96,2 m 1.105 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 100 m |
| Faixa de profundidade | 2,5 m a 1.000 m |
| Nível estático médio | 21,3 m 794 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 59,9 m 768 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,7 m³/h por metro 710 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 86% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Paranoá 85% dos registros |
| Uso mais comum | Irrigação 356 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 657 poços |
| Poços com teste de vazão | 1.187 de 1.187 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 567 poços
- Poroso — 96 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Paranoá — 486 poços
- Grupo Canastra — 44 poços
- Grupo Bambuí — 30 poços
- Grupo Araxá — 9 poços
- Quaternário — 3 poços
- Corpo Cristalino — 3 poços
O território e o subsolo de Brasília
Brasília tem 2.817.381 habitantes distribuídos em 5.760,8 km², o que dá 489,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Distrito Federal.
No Censo 2022, 56.435 dos 988.191 domicílios de Brasília — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 45.560 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 58.366 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Brasília, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
O Distrito Federal está sobre metassedimentos dos grupos Paranoá, Canastra, Bambuí e Araxá, com um manto de intemperismo espesso por cima. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Paranoá, Sistema Canastra, aquíferos do domínio poroso do manto de alteração. Dois andares de água: o manto poroso, raso, e o fraturado, abaixo. A maioria dos poços produtivos vive de fratura, e o manto responde rápido à seca.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Brasília?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Brasília.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Brasília
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.