Ceará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palhano - CE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palhano, Ceará.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 70poços cadastrados
  • 61,9 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 12,5 mnível estático médio

Como são os poços em Palhano - CE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 70 poços em Palhano - CE. A profundidade média é de 61,9 m e a mediana, 60 m, medida em 64 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 18 dos 3.256 domicílios do município — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
70
Profundidade média
61,9 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
12,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Ceará (60,9 m)
População (Censo 2022)
9.346 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
18 (0,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 70 poços em Palhano, com profundidade média de 61,9 m (mediana de 60 m, variando de 24 m a 125 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 68% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palhano é praticamente igual à média de Ceará (60,9 m).

Números do cadastro em Palhano

Poços cadastrados em Palhano - CE
Poços no cadastro nacional70 poços
Profundidade média61,9 m 64 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade24 m a 125 m
Nível estático médio12,5 m 38 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,9 m 35 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 32 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 68% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 38 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 28 poços
Poços com teste de vazão70 de 70
Distribuição das profundidades em Palhano 24 m mínimo 60 m mediana 125 m máximo
Metade dos poços fica entre 54 m e 72 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palhano por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 13 · 20% 50-100 m 50 · 78% 100-150 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palhano 1 1930 3 1970 16 1980 28 1990 3 2000 16 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palhano. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 38 · 70% Abastecimento doméstico 7 · 13% Pecuária 5 · 9% Abastecimento urbano 4 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 13 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 13 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 6 poços

O território e o subsolo de Palhano

Palhano tem 9.346 habitantes distribuídos em 437,0 km², o que dá 21,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Russas - Limoeiro do Norte, na região intermediária de Quixadá.

No Censo 2022, 18 dos 3.256 domicílios de Palhano — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 14 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 525 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Palhano, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Cerca de três quartos do Ceará estão sobre embasamento cristalino; o restante são as bacias sedimentares do Araripe, do Apodi e as coberturas costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Bacia do Araripe, Bacia Potiguar/Apodi, dunas e paleodunas costeiras, aluviões. No cristalino semiárido a locação por geofísica muda o resultado, e a água pode vir salobra — no Cariri, sobre o Araripe, o quadro é outro: poço poroso, profundo e de boa vazão.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palhano

Com base em 1.004 poços cadastrados num raio de 30 km de Palhano - CE, 80% deles foram concluídos entre 16 m e 70 m, com profundidade mediana de 28 m. A vazão mediana calculada é de 34,7 m³/h (metade dos poços entre 6,5 m³/h e 60,0 m³/h), sobre 682 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palhano se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.004 poços no raio, contra 70 poços dentro do município.

28 mprofundidade mediana
34,7 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
35,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 682 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palhano: 74/100

74 de 100

Confiança: amostra alta1.004 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 90peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 13peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 98peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 37peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palhano costumam descer

  • até 50 m 76%698
  • 50 a 100 m 24%217
  • 100 a 150 m 1%8
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,5 m³/h 51 m 2920 com teste
Corpo Cristalino 1,5 m³/h 56 m 2422 com teste
Aluviões 5,8 m³/h 14 m 92 com teste
Grupo Barreiras 2,6 m³/h 35 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m39 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 14 · Corpo Cristalino 10 · Aluviões 9
  • 50 a 100 m29 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 15 · Corpo Cristalino 14

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palhano?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palhano.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.