Ceará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nova Olinda - CE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nova Olinda, Ceará.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 60poços cadastrados
  • 89,1 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 25,9 mnível estático médio

Como são os poços em Nova Olinda - CE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 60 poços em Nova Olinda - CE. A profundidade média é de 89,1 m e a mediana, 90 m, medida em 49 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 636 dos 5.178 domicílios do município — 12,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
60
Profundidade média
89,1 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
25,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
28,2 m mais fundo que a média de Ceará (60,9 m)
População (Censo 2022)
15.399 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
636 (12,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 60 poços em Nova Olinda, com profundidade média de 89,1 m (mediana de 90 m, variando de 6 m a 167 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 36% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nova Olinda é 28,2 m mais fundo que a média de Ceará (60,9 m).

Números do cadastro em Nova Olinda

Poços cadastrados em Nova Olinda - CE
Poços no cadastro nacional60 poços
Profundidade média89,1 m 49 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade6 m a 167 m
Nível estático médio25,9 m 35 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,5 m 35 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 35 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 67% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 36% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 21 poços
Poços com teste de vazão60 de 60
Distribuição das profundidades em Nova Olinda 6 m mínimo 90 m mediana 167 m máximo
Metade dos poços fica entre 71 m e 114 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nova Olinda por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 18% 50-100 m 22 · 45% 100-150 m 15 · 31% 150-200 m 3 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nova Olinda 9 1970 8 1990 13 2000 21 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nova Olinda. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 16 · 41% Abastecimento urbano 9 · 23% Abastecimento industrial 6 · 15% Abastecimento doméstico 5 · 13% Irrigação 3 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 4 poços
  • Formação Mauriti — 4 poços
  • Formação Brejo Santo — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Formação Missão Velha — 1 poço

O território e o subsolo de Nova Olinda

Nova Olinda tem 15.399 habitantes distribuídos em 282,6 km², o que dá 54,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Juazeiro do Norte.

No Censo 2022, 636 dos 5.178 domicílios de Nova Olinda — 12,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 281 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.164 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Cerca de três quartos do Ceará estão sobre embasamento cristalino; o restante são as bacias sedimentares do Araripe, do Apodi e as coberturas costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Bacia do Araripe, Bacia Potiguar/Apodi, dunas e paleodunas costeiras, aluviões. No cristalino semiárido a locação por geofísica muda o resultado, e a água pode vir salobra — no Cariri, sobre o Araripe, o quadro é outro: poço poroso, profundo e de boa vazão.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nova Olinda

Com base em 394 poços cadastrados num raio de 30 km de Nova Olinda - CE, 80% deles foram concluídos entre 14 m e 118 m, com profundidade mediana de 72 m. A vazão mediana calculada é de 3,9 m³/h (metade dos poços entre 1,5 m³/h e 9,1 m³/h), sobre 190 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nova Olinda se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 394 poços no raio, contra 60 poços dentro do município.

72 mprofundidade mediana
3,9 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
13,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 190 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nova Olinda: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta394 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 16peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 16peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nova Olinda costumam descer

  • até 50 m 21%76
  • 50 a 100 m 62%223
  • 100 a 150 m 12%44
  • acima de 150 m 5%18

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,3 m³/h 68 m 2512 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,2 m³/h 80 m 1713 com teste
Aluviões 15,0 m³/h 13 m 127 com teste
Formação Mauriti 10,9 m³/h 114 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Aluviões 12 · Corpo Cristalino 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m37 poços Corpo Cristalino 22 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 15
  • 100 a 150 m3 poços Formação Mauriti 3
  • acima de 150 m3 poços Formação Brejo Santo 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Formação Exú 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nova Olinda?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nova Olinda.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.