Ceará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Massapê - CE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Massapê, Ceará.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 177poços cadastrados
  • 66,4 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 8,8 mnível estático médio

Como são os poços em Massapê - CE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 177 poços em Massapê - CE. A profundidade média é de 66,4 m e a mediana, 60 m, medida em 112 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 988 dos 12.335 domicílios do município — 8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
177
Profundidade média
66,4 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
8,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
5,5 m mais fundo que a média de Ceará (60,9 m)
População (Censo 2022)
37.697 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
988 (8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 177 poços em Massapê, com profundidade média de 66,4 m (mediana de 60 m, variando de 17 m a 124 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Massapê é 5,5 m mais fundo que a média de Ceará (60,9 m).

Números do cadastro em Massapê

Poços cadastrados em Massapê - CE
Poços no cadastro nacional177 poços
Profundidade média66,4 m 112 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade17 m a 124 m
Nível estático médio8,8 m 73 poços com o dado
Nível dinâmico médio41,1 m 72 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 68 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 53 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 47 poços
Poços com teste de vazão177 de 177
Distribuição das profundidades em Massapê 17 m mínimo 60 m mediana 124 m máximo
Metade dos poços fica entre 52 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Massapê por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 24 · 21% 50-100 m 82 · 73% 100-150 m 6 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Massapê 2 1900 1 1930 8 1940 1 1950 6 1970 22 1980 14 1990 23 2000 47 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Massapê. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 53 · 50% Pecuária 29 · 27% Abastecimento doméstico 16 · 15% Abastecimento urbano 6 · 6% Abastecimento industrial 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 40 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 41 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 13 poços
  • Grupo Jaibaras — 2 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Grupo Barreiras — 1 poço

O território e o subsolo de Massapê

Massapê tem 37.697 habitantes distribuídos em 567,8 km², o que dá 66,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sobral.

No Censo 2022, 988 dos 12.335 domicílios de Massapê — 8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 777 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.418 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Cerca de três quartos do Ceará estão sobre embasamento cristalino; o restante são as bacias sedimentares do Araripe, do Apodi e as coberturas costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Bacia do Araripe, Bacia Potiguar/Apodi, dunas e paleodunas costeiras, aluviões. No cristalino semiárido a locação por geofísica muda o resultado, e a água pode vir salobra — no Cariri, sobre o Araripe, o quadro é outro: poço poroso, profundo e de boa vazão.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Massapê

Com base em 782 poços cadastrados num raio de 30 km de Massapê - CE, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 95 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 2,4 m³/h (metade dos poços entre 1,1 m³/h e 4,9 m³/h), sobre 283 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (92% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Massapê se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 782 poços no raio, contra 177 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
2,4 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
27,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 283 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Massapê: 35/100

35 de 100

Confiança: amostra alta782 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 13peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 84peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 8peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 34peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Massapê costumam descer

  • até 50 m 21%122
  • 50 a 100 m 74%429
  • 100 a 150 m 5%27
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1,9 m³/h 60 m 6151 com teste
Corpo Cristalino 1,8 m³/h 60 m 6046 com teste
Aluviões 5,4 m³/h 13 m 1010 com teste
Grupo Jaibaras sem teste 60 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m33 poços Corpo Cristalino 13 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 11 · Aluviões 9
  • 50 a 100 m101 poços Corpo Cristalino 47 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 47 · Grupo Jaibaras 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Massapê?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Massapê.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.