Ceará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jaguaribe - CE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jaguaribe, Ceará.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 196poços cadastrados
  • 56,7 mprofundidade média
  • 64 mprofundidade mediana
  • 5,1 mnível estático médio

Como são os poços em Jaguaribe - CE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 196 poços em Jaguaribe - CE. A profundidade média é de 56,7 m e a mediana, 64 m, medida em 139 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 494 dos 12.399 domicílios do município — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
196
Profundidade média
56,7 m
Profundidade mediana
64 m
Nível estático médio
5,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
4,2 m mais raso que a média de Ceará (60,9 m)
População (Censo 2022)
33.726 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
494 (4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 196 poços em Jaguaribe, com profundidade média de 56,7 m (mediana de 64 m, variando de 2,5 m a 132 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 84% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jaguaribe é 4,2 m mais raso que a média de Ceará (60,9 m).

Números do cadastro em Jaguaribe

Poços cadastrados em Jaguaribe - CE
Poços no cadastro nacional196 poços
Profundidade média56,7 m 139 poços com o dado
Profundidade mediana64 m
Faixa de profundidade2,5 m a 132 m
Nível estático médio5,1 m 76 poços com o dado
Nível dinâmico médio29,9 m 76 poços com o dado
Vazão específica média47 m³/h por metro 75 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 84% dos registros
Uso mais comumIrrigação 37 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 44 poços
Poços com teste de vazão196 de 196
Distribuição das profundidades em Jaguaribe 2,5 m mínimo 64 m mediana 132 m máximo
Metade dos poços fica entre 8,4 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jaguaribe por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 42 · 30% 50-100 m 89 · 64% 100-150 m 8 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jaguaribe 13 1900 5 1960 6 1970 23 1980 27 1990 18 2000 44 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jaguaribe. Valores em poços. Irrigação 37 · 36% Abastecimento múltiplo 31 · 30% Abastecimento doméstico 16 · 16% Pecuária 16 · 16% Abastecimento urbano 1 · 1% Sem uso 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 16 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços

O território e o subsolo de Jaguaribe

Jaguaribe tem 33.726 habitantes distribuídos em 1.877,1 km², o que dá 18,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Russas - Limoeiro do Norte, na região intermediária de Quixadá.

No Censo 2022, 494 dos 12.399 domicílios de Jaguaribe — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 254 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 881 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Jaguaribe, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Cerca de três quartos do Ceará estão sobre embasamento cristalino; o restante são as bacias sedimentares do Araripe, do Apodi e as coberturas costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Bacia do Araripe, Bacia Potiguar/Apodi, dunas e paleodunas costeiras, aluviões. No cristalino semiárido a locação por geofísica muda o resultado, e a água pode vir salobra — no Cariri, sobre o Araripe, o quadro é outro: poço poroso, profundo e de boa vazão.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jaguaribe

Com base em 311 poços cadastrados num raio de 30 km de Jaguaribe - CE, 80% deles foram concluídos entre 6 m e 90 m, com profundidade mediana de 72 m. A vazão mediana calculada é de 3,3 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 12,5 m³/h), sobre 100 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jaguaribe se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 311 poços no raio, contra 196 poços dentro do município.

72 mprofundidade mediana
3,3 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
11,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 100 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jaguaribe: 27/100

27 de 100

Confiança: amostra alta311 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 19peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 57peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 4peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 2peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jaguaribe costumam descer

  • até 50 m 23%54
  • 50 a 100 m 74%175
  • 100 a 150 m 4%9
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 0,8 m³/h 71 m 1912 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1,1 m³/h 84 m 73 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m23 poços Corpo Cristalino 17 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Coluvião 1
  • 100 a 150 m3 poços Corpo Cristalino 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jaguaribe?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jaguaribe.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.