Ceará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ibiapina - CE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ibiapina, Ceará.

  • aquífero poroso
  • grupo serra grande
  • 116poços cadastrados
  • 60,2 mprofundidade média
  • 64 mprofundidade mediana
  • 10 mnível estático médio

Como são os poços em Ibiapina - CE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 116 poços em Ibiapina - CE. A profundidade média é de 60,2 m e a mediana, 64 m, medida em 103 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Serra Grande. No Censo 2022, 3.101 dos 7.898 domicílios do município — 39,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
116
Profundidade média
60,2 m
Profundidade mediana
64 m
Nível estático médio
10 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Serra Grande
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Ceará (60,9 m)
População (Censo 2022)
23.965 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.101 (39,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 116 poços em Ibiapina, com profundidade média de 60,2 m (mediana de 64 m, variando de 2 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Serra Grande, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ibiapina é praticamente igual à média de Ceará (60,9 m).

Números do cadastro em Ibiapina

Poços cadastrados em Ibiapina - CE
Poços no cadastro nacional116 poços
Profundidade média60,2 m 103 poços com o dado
Profundidade mediana64 m
Faixa de profundidade2 m a 120 m
Nível estático médio10 m 80 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,6 m 79 poços com o dado
Vazão específica média16,2 m³/h por metro 78 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Serra Grande 83% dos registros
Uso mais comumIrrigação 50 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1900 47 poços
Poços com teste de vazão116 de 116
Distribuição das profundidades em Ibiapina 2 m mínimo 64 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ibiapina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 28 · 27% 50-100 m 70 · 68% 100-150 m 5 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ibiapina 47 1900 1 1960 4 1980 12 1990 19 2000 4 2010 12 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ibiapina. Valores em poços. Irrigação 50 · 56% Abastecimento doméstico 18 · 20% Abastecimento múltiplo 10 · 11% Abastecimento doméstico/irrig. 5 · 6% Abastecimento urbano 4 · 4% Abastecimento industrial 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 14 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Serra Grande — 15 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Ibiapina

Ibiapina tem 23.965 habitantes distribuídos em 414,1 km², o que dá 57,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Benedito - Ipu - Guaraciaba do Norte - Tianguá, na região intermediária de Sobral.

No Censo 2022, 3.101 dos 7.898 domicílios de Ibiapina — 39,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.668 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.617 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Cerca de três quartos do Ceará estão sobre embasamento cristalino; o restante são as bacias sedimentares do Araripe, do Apodi e as coberturas costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Bacia do Araripe, Bacia Potiguar/Apodi, dunas e paleodunas costeiras, aluviões. No cristalino semiárido a locação por geofísica muda o resultado, e a água pode vir salobra — no Cariri, sobre o Araripe, o quadro é outro: poço poroso, profundo e de boa vazão.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ibiapina

Com base em 793 poços cadastrados num raio de 30 km de Ibiapina - CE, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 104 m, com profundidade mediana de 65 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 8,2 m³/h), sobre 352 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (65% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ibiapina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 793 poços no raio, contra 116 poços dentro do município.

65 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
28,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 352 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ibiapina: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta793 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 85peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 17peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 76peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 72peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ibiapina costumam descer

  • até 50 m 19%124
  • 50 a 100 m 69%461
  • 100 a 150 m 10%67
  • acima de 150 m 2%13

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Serra Grande 3,2 m³/h 90 m 6553 com teste
Corpo Cristalino 1,4 m³/h 60 m 2219 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,5 m³/h 80 m 128 com teste
Formação Pacuja 4,9 m³/h 105 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Corpo Cristalino 5 · Grupo Serra Grande 1 · Grupo Ubajara 1
  • 50 a 100 m67 poços Grupo Serra Grande 39 · Corpo Cristalino 16 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10
  • 100 a 150 m27 poços Grupo Serra Grande 21 · Formação Pacuja 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
  • acima de 150 m5 poços Grupo Serra Grande 4 · Formação São Joaquim 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ibiapina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ibiapina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.